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Entre o Empreendedorismo e o Emprego!

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Por Sérgio Oliveira

A poucos dias conversava com um grupo de estudantes que estão no último ano do ensino médio e se preparam para o vestibular, o papo era sobre a importante decisão ao escolher qual caminho seguir na escalada profissional, muitas dúvidas, poucas respostas concretas, quase nenhuma certeza.

Num determinado momento surgiram às seguintes perguntas:

- O que aprendi até agora e o que aprenderei na universidade servirá para que?
- Onde poderá me levar?
- Quais serão os limites?

Minutos de reflexão….

Realmente o que se aprende hoje nas escolas tem cheiro de mofo, pouco servirá para o futuro desses estudantes, principalmente se eles estiverem sendo condicionado a decorar para conseguir uma boa colocação no vestibular (sorte que o nosso iluminado ministro da educação propôs, recentemente, mudanças neste arcaico modelo de seleção).

Todas essas dúvidas estão dentro de um mesmo contexto e o esclarecimento delas seria como abrir uma cortina e desvendar uma nova paisagem para olhos que procuram um novo mundo.

Falamos também sobre as alternativas do empreendedorismo e como se prepararem para ele durante um curso na universidade.

Emprego ou empreendedorismo, qual caminho seguir ao se formar?

Quando analisamos a pesquisa divulgada este ano pelo IPEA, sobre a taxa de desemprego entre os jovens no Brasil, identificamos que ela foi de 19% em 2005. Os jovens entre 17 e 24 anos representam 46,6% do total de desempregados do país e esse índice tem subido ano a ano. O cenário não é nada animador.

Fica a pergunta: vale a pena preparar os nossos jovens apenas para o emprego?

Acredito que não, precisamos urgentemente de vias alternativas que abram a mente desses jovens e desvendem um mundo além do emprego tradicional.

Segundo trecho do artigo divulgado no site do educador Gilberto Demenstein, “Surgem rapidamente novas profissões ou novas habilidades em velhas profissões. A FIA (Fundação Instituto de Administração), ligada à USP, fez um levantamento com especialistas sobre as atividades do futuro. Nenhuma delas tem cursos específicos nas universidades; seus conhecimentos estão espalhados. Isso significa a necessidade de uma visão multidisciplinar. Uma das profissões, segundo a FIA, é “gerente de ecorrelações”.

Se a preferência será por novos cursos que ainda nem foram regulamentados e preparamos os nossos jovens para os cursos tradicionais, ensinando-os a decorar, o que podemos esperar de espírito criativo, inovação e ousadia?

Quem tem filhos no ensino médio sabe do que estou falando, temos no nosso país um imenso vácuo onde habitam a dúvida, a incerteza e também a falta de iniciativa daqueles que são os responsáveis por pavimentar esses caminhos.

Nossas escolas e universidades ainda estão presas em grades curriculares que cumprem o necessário, baseadas no século passado e formando profissionais indecisos e sem direção.

Falar em empreendedorismo significa falar em formação de base, temos que começar lá no ensino fundamental, passar pelo ensino médio e chegar à universidade com o propósito de formar empreendedores, independente do curso que irão se graduar, aplicar conceitos básicos do empreendedorismo como ciência.

Hoje o empreendedorismo ainda é tratado como uma alternativa ao desemprego quando imagino que deveria ser uma alternativa antes do emprego, principalmente para aqueles que têm condições educacionais e financeiras para partir de imediato para essa alternativa.

O emprego sempre será a ocupação profissional da grande parcela dos trabalhadores, porém, não deveria ser a única, desenvolver alternativas além do emprego é fundamental para manter a mente viva e a nossa sociedade em evolução.

Tratar empreendedores de sucesso como heróis de gerra não é a melhor opção, precisamos mirar nos melhores e aprender com eles, neste quesito os americanos dão aula, apesar da imensa crise em que estão metidos a confiança no empreendedorismo permanece inalterada, esse é o caminho. O que faltou nos EUA e na europa foi regulamentação e ética, basta corrigir.

Precisamos de profissionais inconformados com a manutenção das coisas como elas são, pessoas conectadas na busca do novo, de novos processos, de empresas mais produtivas, da solução de problemas básicos como racionalizar os recursos naturais existentes, aproveitar os milhares de toneladas de lixos que geramos diariamente, novas soluções de moradia para a população de baixa renda, alternativas de transportes para uma população crescente, dentre tantos outros problemas que escondem oportunidades maravilhosas.

O novo mundo será habitado pelos empreendedores, os empregados apenas manterão o estado das coisas, como já fazem hoje.

 

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Fonte: http://blog.blogdoempreendedor.com

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