Por Sthefanny Gozze
A guerra civil que ocorrera em Timor Leste é fato recente em nossa história, e no dia 20 de maio de 2002, o grito de Independência ao mundo se liberta da chacina. Conheça a história dessa pequena nação que está conseguindo superar as suas grandes dificuldades e reconstruindo as suas instituições.
Negociantes portugueses chegaram a Timor Leste por volta de 1515, sempre desejosos de tirar vantagens do até então lucrativo comércio de sândalo da ilha. Os líderes mauberes da costa trocavam o sândalo por armas, tecidos e instrumentos de ferro. Conseqüentemente, a influência européia tornou-se invasiva. E no final do século XVI, frades de Portugal estabeleceram o objetivo de colonizar os timorenses, difundindo a cultura para controlar as redes locais de comércio.
Os holandeses, pouco tempo depois começaram a freqüentar Timor para conseguir sândalo e escravos. Como a história descreve, as duas potências da época entraram em conflito, já que cada uma queria aumentar a influência sobre o país. Nos século XVII e XVIII foram dominados por lutas entre as potências. A divisão da ilha permaneceu em Timor Oeste, holandês, e Timor Leste, português que fora formalizada em 1913.
Mas, no final do século XIX, mudança era a palavra-chave pois, Portugal queria elevar seu poder econômico para alcançar os rivais europeus e afastar ameaças por parte da Inglaterra, Alemanha e França. Logo, Portugal expandiu Timor Leste, ampliando a economia e o desenvolvimento social, levando o povo maubere a táticas opressoras como: o cultivo forçado de colheitas, trabalho também obrigatório para construção de infra-estrutura e cobrança de impostos por pessoa.
Esses métodos fizeram os timorenses a terem ressentimento à violência em larga escala. Durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados ocidentais declararam guerra ao Japão e decidiram usar a ilha de Timor bem como linha de conservação contra o avanço dos japoneses em direção ao sul. Passou pouco tempo e o Japão atacou a ilha e expulsou os holandeses.
Quando o Japão ocupou Timor, foi um dos períodos mais cruéis em que se encontrava o país. Porém, com a derrota japonesa em agosto de 1945, Portugal reafirma o controle local e logo recomeçaram a reconstruir a infra-estrutura sob mesmo artifício de antes.
A Igreja Católica que viu a participação dos fiéis aumentarem, devido às dolorosas marcas da guerra, cumpriu papel importante porque amenizou as tensões e muita das vezes, encorajou o sentimento pró-Portugal nos cultos e na educação.
A Indonésia também quis invadir Timor Leste porque a última coisa que ela queria era ter um país independente em suas fronteiras, e estava empenhada que isso nunca acontecesse mesmo aos países ocidentais, sabendo do plano indonésio, permaneceram em silêncio.
O esquema da invasão “Indonésica” foi concretizado no dia 7 de setembro de 1975 as 2 da madrugada. Navios indonésios bombardearam a capital Dili e ao amanhecer, aviões já estavam soltando pára-quedistas na zona portuária para domínio pleno da ilha. Relatos de pessoas que viveram aquela época lembram que os soldados quando chegaram, começaram a atirar em todas as pessoas que encontravam.
Era o início da guerra civil em Timor: massacres, saques em casas e Igrejas, estupros, fome, mortes. O país tornou-se um caos total. Os indonésios atacaram as cidades importantes e depois partiram para o interior. O povo maubere tentava se refugiar nas montanhas, mas nem o desespero, nem as dificuldades em que o povo passava, não foram suficientes para desistirem de se tornarem independentes.
O primeiro passo na missão civilizadora para conseguir domínio militar de Timor por parte da Indonésia é o controle físico da população. Portanto, controlar a economia, controlar o sistema educacional (bahasa indonésio é a única língua permitida nas escolas) e a tentativa de Jacarta (um dos líderes das tropas indonésias) de fazer com que a invasão ao país pareça uma guerra civil entre timorenses orientais, favoráveis à ocupação “indonense” e os que se opõem.
Estima-se que um terço da população timorense foi dizimado pela guerra civil. Atualmente a economia de Timor se baseia por produtos alimentícios e de alguns artesanatos. A Organização das Nações Unidas (ONU) que se diz lutar pelos que necessitam, ficou de braços cruzados durante a luta, e seu comportamento mostrava dar apoio efetivo à Indonésia, o que implica dizer que a ONU fora cúmplice da selvageria “indonéstica”.
Xanana Gusmão o líder supremo da Falintil (Forças Armas de Libertação e Independência de Timor Leste) teve papel crucial na luta pela liberdade juntamente com Sebastião Gomes (jovem guia estudantil) ao combate. A guerra civil que ocorrera em Timor Leste é fato recente em nossa história, e no dia 20 de maio de 2002, o grito de Independência ao mundo se liberta da chacina:
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Vencemos o colonialismo, gritamos:
Abaixo o imperialismo.
Terra livre, povo livre,
Não, não, não à exploração.
Avante unidos firmes e decididos.
Na luta contra o imperialismo
O inimigo dos povos, até à vitória final.
Pelo caminho da revolução.
Atualmente há aproximadamente 924 mil habitantes com uma riqueza étnico-cultural devido aos vários grupos sociais que apareceram em Timor. A presença de missionários portugueses a partir do século XIX foi determinante para o exercício da fé católica cuja, 91,4% da população desenvolvem o catolicismo, seguidos de protestantes, mulçumanos, budistas e hindus.
Os idiomas que compõem como línguas oficiais do Timor Leste são: o Tétum, (apesar de ser falado diariamente por um quarto da população), e o Português, fora as 18 línguas restantes que são vivenciadas por nativos e pelos mais velhos.
A nação timorense tem sua agricultura baseada na subsistência da lavoura de arroz para consumo interno. E, o café, produto de potencial para exportação juntamente com o abuso de recursos energéticos do mar e do aparecimento do setor turístico são as atividades que a nação escolheu como “cardápio” para se mostrar ao mundo.
A ilha é distribuída em 15 mil km² localizada na região Wallacia, área biogeográfica de transição entre as massas continentais da Ásia e Austrália, que variam das regiões montanhosas até as planícies e savana, passando pela selva, florestas de coqueiros e palmeiras além de plantações. Além é claro, das belas praias do país que são aproveitadas durante todo o ano, e das 25 espécies de aves que são protegidas, desde águias, papagaios e pássaros menores para preservar a fauna do país.
Hoje, a República Democrática de Timor Leste está em processo de construção da sua administração e de instituições governamentais. A votação presidencial é feita por voto popular para um mandato de cinco anos para José Manuel Ramos Horta e conta com Alexandre Kay Rala Xanana Gusmão e Estanislau da Silva para Primeiros Ministros, todos eleitos em maio de 2007.
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Foto: Tibério Lahane


















