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Para "o quê" Existem as Empresas ?

Escrito por Coordenação do Site Ligado .

Por Eugênio Barreto

Hoje vivemos um momento de grande turbulência no ambiente empresarial. As mudanças ambientais ocorrem em maior velocidade e a competição é cada vez mais acirrada. Para sobreviver e expandir seus negócios, as empresas precisam ser flexíveis na adaptação e antecipação aos novos desafios. Estas exigências também recaem sobre as pessoas que compõe as Organizações.

Parece-me interessante a idéia de sermos flexíveis e capazes de estar em constante processo de mudança e aprendizado. Mas que objetivo ou intenção move este nosso esforço e quais os frutos desta atitude?

Parece que estamos, cada vez mais, insatisfeitos e buscamos preencher este vazio com um número crescente de desejos que agravam o sofrimento da humanidade. Queremos ter sempre mais, mesmo que o preço seja a miséria e exclusão de muitos. Os avanços científicos que temos experienciado nas últimas décadas são maravilhosos, porém qual a validade de um moderno equipamento médico se este está à disposição somente de um pequeno e restrito grupo, do que vale termos uma tecnologia tão avançada dirigida por intenções e objetivos pessoais e egoístas.

Achamos que somos livres, mas na verdade o sistema em que estamos inserido nos permite eleger entre o que já está determinado. Estudamos, escolhemos uma profissão, trabalhamos, constituímos família sem pararmos para pensar o significado e o propósito da nossa vida. O mesmo ocorre nas empresas, elas nos impõe inúmeras exigências e possuem objetivos próprios que não questionamos, agimos como máquinas.

Se estamos insatisfeitos, por que não mudamos? Talvez por esperarmos que um sistema econômico, medidas políticas ou grandes obras sociais alterem esse quadro. Esquecemos, porém, que precisamos mudar em nós mesmos aquilo que queremos que se reflita na sociedade. Gandhi ao presenciar combates do exército inglês ficou indignado com tamanha violência, mas se deu conta de como tratava sua esposa com rudeza. Do mesmo modo nos indignamos com a fome no mundo, mas em nossas refeições deixamos sempre restos de comida no prato, desperdiçando alimento. Precisamos ter uma conduta coerente com nossas idéias, e para isso necessitamos, antes de tudo, ter consciência de que somos incoerentes.

Ampliar nossa consciência exige um grande esforço e compromisso com o objetivo de oferecermos, como indivíduos, o melhor que temos para os demais. Desta forma não só as empresas, mas a sociedade irá refletir este novo estado de consciência.. Nossas vidas não estão a serviço das empresas, estas é que foram criadas, por nós, para servir como um meio de proporcionar às pessoas uma vida melhor.

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Eugênio Barreto é Mestre em Administração de Empresas.