Quando a Morte é um Direito
Por Roberto C.P. Junior
Ainda crianças aprendemos que ninguém tem o direito de tirar a vida de outrem, e nem mesmo a sua própria. Os preceitos religiosos e as leis das nações proíbem-no expressamente, e o caráter de muitas pessoas de bem cuida de manter essa proibição firmemente sedimentada no âmago mais profundo da consciência individual. Consciência esta na maior parte das vezes moldada dolorosamente de choque em choque desde a primeira idade, quando a criança e o pré-adolescente são forçados a constatar, com perplexidade e incompreensão, que esse preceito tão básico, tão sagrado – o da proibição de provocar a extinção da vida – é desrespeitado neste mundo a cada fração de segundo, e sob múltiplas formas.
