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Em um futuro não muito distante...

 Equipe SOS Natureza

 

“Depois de uma forte gritaria, as pessoas que estavam na praça correram para todos os lados”.

Três homens mataram um casal a pancadas, e fugiram logo após.”

Jornal XYZ

Os assassinatos não eram mais por dinheiro, jóias, desavenças políticas etc. E sim por água e alimento. Isso mesmo. A era materialista estava terminada. Isso ocorreu por diversos motivos. Os acontecimentos “foram” encadeados de forma sinistra e que culminaram  na destruição de todas as estruturas sociais e políticas brasileiras. 

A situação era caótica. Mais ou menos assim também acontecia nos paises vizinhos e em vários outros paises do mundo. O motivo geral? Os EUA entraram em guerra com alguns paises do oriente, e como era de se esperar, não houve vencedor, todos saíram perdendo.

Depois da guerra, os EUA não investiram mais no mercado exterior. Isso fez com que a economia mundial desacelerasse bruscamente, quebrando industrias e empresários pelo mundo todo.

Safras inteiras foram perdidas devido à falta de chuva ou excesso delas, e a distribuição dos alimentos se tornou inviável, pois as rodovias estavam abandonadas, e a cada curva espreitava um grupo de salteadores prontos para saquear e matar.

Isso fez com que a fome, se tornasse a mais cruel realidade. As pessoas estavam desesperadas... Não tinha mais nada que poderiam fazer, não tinham a quem recorrer.

A cada dia que se passava ocorriam revoluções em Brasília, comunistas, anarquistas, capitalistas e até nazistas e fascistas se revezavam no poder.  Mortes eram cada vez mais freqüentes, e não era nada de extraordinário se a sua casa fosse invadida por um bando de famintos e salteadores.

E para completar, a Natureza, que tantas vezes foi maltratada pelos seres humanos, também dava seu troco. Calor abrasador e frio paralisante se revezavam, seca esturricante e chuvas apocalípticas também faziam seu papel na purificação da Terra.

Isso mesmo, uma grande e derradeira purificação. É o que estava ocorrendo, o tão temido Juízo Final, o Apocalipse!

Esta é a época das pessoas reconhecerem seus erros mediante sofrimento e dor, pois o tempo em que podiam ter evoluído e aprendido alegremente sem nenhuma dificuldade, desperdiçaram com coisas mesquinhas e sem valor algum.

 

 Em uma noite em meio a esse cenário desolador, em uma região da mata atlântica, um pequeno grupo de refugiados, que encontrou numa grande caverna um excelente abrigo, conversava animadamente:

 

- Que presente nós estarmos aqui... Preservados de todo o caos do mundo!!!

Disse um jovem ao seu companheiro mais velho.

 

- É, quem sabe, isso não acontece porque nós, enquanto podíamos, preservamos a Natureza, e reconhecemos nela as dádivas do Amor e da Justiça!? 

Respondeu o  mais velho.

 

- Mas eu nunca fui ecologista, e também nunca fiz parte de nenhum grupo ecológico ou coisa parecida, nunca lutei pela Natureza. Como então posso estar aqui?

Perguntou o moço.

 

Um outro membro do grupo, bem idoso, respondeu:

 

 - Meu garoto... Você nunca participou de nada mesmo? Você ajudava e participava inconscientemente! Quando você estava em casa, e não largava as torneiras abertas, quando não jogava lixo no chão e pedia que seus amigos também o fizessem, quando levava carne para os cachorros que se amontoavam na praça para dar-lhes alguma alegria, ou quando depois de caminhar bem cedinho comigo, voltava para casa com os olhos cheios de lagrimas emocionado, por ter visto o nascer do Sol. Isso meu neto, é amar e respeitar a Natureza! E quando você agia dessa maneira, dava exemplo para os outros a sua volta. E isso meu neto, vale mais do que qualquer outra “atitude ecológica”, pois você o fazia de coração, sem interesse algum.

 

Respondeu o velho.

 

- Muito obrigado vovô!

Disse o garoto com um sorriso radiante.

 

O garoto pediu licença e saio para caminhar, não suportava mais ficar parada. As palavras de seu avô tinham inflamado a pequena brasa que ele trazia dentro dele. 

 

Naquela noite o garoto caminhou por um longo tempo. Gratidão e alegria preenchiam-no. Gratidão pela vida, e pelo tempo a mais que, a infalível Justiça das Leis da Natureza haviam lhe dado para que pudesse continuar a se desenvolver da maneira que um ser humano deve.

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