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Alguns
dizem que o mal está no sistema econômico, no
predomínio das correntezas financeiras, na
injustiça social ligada à
globalização da economia. Ora, isso tudo
não passa de efeitos, a verdadeira raiz do mal nunca
é exposta.
O
sistema de vida que tem no mercado a base de suas decisões
mais importantes, foi o melhor onde conseguimos chegar na
estruturação da produção e
comércio de bens e serviços. Mas, buscando sempre
pelos melhores resultados em termos de ganhos imediatistas, como
conseqüência da falta da sensibilidade humana que
provém da espiritualidade. Por isso mesmo o
sistema é mecânico, sem
coração, buscando sempre pela
maximização dos resultados nestes tempos de vacas
magras.
Assim
surgiu um grande contingente de mão de obra desocupada e
despreparada lutando pela sobrevivência. Nesse
leilão vence quem aceita o menor salário, mas
toda essa precariedade não é problema para os
grupos de estudos, os problemas que eles examinam estão mais
em cima, ligam-se ao poder e a sua conservação.
Urge que sejam encontradas soluções para esta
grave questão da ocupação da
mão de obra, pois apenas as condições
do mercado não tem sido suficientes, e a
situação tem piorado, acarretando um
descontrolado aumento da violência urbana que já
se apresenta em sua forma mais grotesca, levando o desespero
às populações. Ademais, essa
sistemática prática de cortes de empregos, acaba
diminuindo o número de consumidores e o mercado perde
velocidade.
Um
hotel exemplar, diante da crise e redução do
número de hóspedes resolveu economizar na
mão de obra, cortando empregos e trocando pessoas
experientes por empregados mais baratos, sem preparo. Tudo decaiu. Os
empregados não estão preparados para o bom
atendimento, nem motivados, mesmo porque desconhecem muita coisa. No
restaurante o hóspede pediu um café e ficou
esperando pelo açúcar. Quando o
açúcar chegou o café já
estava esfriando. E por aí vão as falhas nem
sempre facilmente perceptíveis, mas que certamente reduzem a
qualidade.
Em
Lima, no Peru, a falta de preparo causou uma tragédia que
vitimou centenas de pessoas, causando enormes prejuízos,
para que o presidente Alejandro Toledo proibisse a
produção, importação e
comercialização dos perigosos fogos de
artifício. No Brasil, tragédias como essa
não são novidade. As pessoas parecem
que vão embrutecendo, perdendo a noção
de perigo, perdendo a consciência do significado da vida, e
acabam vivendo como se estivessem brincando com fogos de
artifício. Urge que seja buscada uma nova forma de ensinar e
preparar as novas gerações.
A
falta de preparo da população e daqueles que
assumem cargos de comando tanto na administração
do Estado como na empresarial, estão engendrando a mais
grave crise pela qual a humanidade já está
enfrentando, a crise da escassez de água. No Brasil existem
regiões onde as famílias recebem 20 litros de
água para as suas necessidades. A tendência
mundial face ao crescimento da população e da
poluição é que isso piore ainda mais.
Os
graves problemas são a miséria e os
desequilíbrios do meio ambiente. Mas a explosão
populacional atua como agravante em ambas as pontas. A falta de
preparo, principalmente das populações mais
pobres, cria um embaraço tão complexo, que
simplesmente as autoridades não sabem como agir. Isso tudo
produz um grande medo, que se intensifica com as ameaças do
terrorismo, que mexe com as recônditas
inseguranças plantadas na psique humana. E, para piorar a
situação, os analistas pressentem a
aproximação dos sintomas de uma grande
depressão econômica.
O
mal básico se acha na inserção do ser
humano na Criação. Uma nova visão de
mundo terá que surgir. O ser humano, como parte
terá que buscar a exata compreensão do
funcionamento das leis da Criação,
as leis que regem o universo e os porquês da
existência humana, não podendo mais viver
displicentemente como até agora, supondo que nunca
terá que prestar contas de seus atos e arcar com as
conseqüências dos mesmos.
“Quem
não se esforçar para aprender direito as leis da
Criação se torna culpado”.
Uma nova visão de mundo somente se tornará
possível com o cabal conhecimento e
cooperação com as leis da
Criação.
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