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Por Trás dos Transplantes - 2ª. Parte

 Por Roberto C. P. Júnior
 

Vamos procurar desvendar o que se esconde atrás das pretensas "verdades" divulgadas sobre os transplantes de órgãos, tão ávida e insensatamente aceitas pela maior parte das pessoas:

1. Alegação: Doar órgãos é um ato de nobreza e altruísmo.

Fatos: Seria mais acertado dizer que quem doa seus órgãos pretende ficar livre de ser tachado de torpe e egoísta. Também outras motivações, nem um pouco nobres, dão ensejo a isso, como o receio de não seguir com a maioria e a crença acalentada de que essa boa ação será creditada no céu. Uma pessoa capaz de ponderar seriamente sobre o assunto e, sobretudo, que ainda ouve a voz da sua intuição, jamais doará os órgãos do seu corpo terreno sob qualquer pretexto.

2. Alegação: A retirada de órgãos para transplantes é absolutamente indolor, já que ocorre somente depois de constatada a morte cerebral.

Fatos: Infelizmente até hoje nenhum doador pôde confirmar essa suposição. O conceito de morte foi convenientemente alterado para permitir a prática dos transplantes. Antigamente uma pessoa era declarada morta quando cessava a perfusão de sangue. Hoje, com a inovação da morte cerebral morre-se bem antes disso, com todos os órgãos vitais funcionando, inclusive o coração. Para serem aproveitados em transplantes, pulmões, rins, fígado, pâncreas e o próprio coração precisam ser retirados enquanto este último ainda estiver batendo. Mas acontece que enquanto a alma permanecer ligada ao corpo físico, o que geralmente perdura por alguns dias após a morte terrena, o doador sentirá do modo mais doloroso todo o processo de retirada dos seus órgãos. É absolutamente irrelevante se na Terra ele acreditava ou não numa vida após a morte; sua crença ou ceticismo não o livra de experimentar esse horror, totalmente impotente, logo após a chamada "morte cerebral".

3. Alegação: Atualmente o processo de rejeição é totalmente controlado.

Fatos: A rejeição natural do organismo à implantação de órgãos alheios pode ser contida com drogas, mas não eliminada. Não há "cura" para a rejeição. O transplantado nunca mais poderá deixar de tomar essas drogas, que na verdade inibem a capacidade do seu corpo de reagir a uma agressão externa. Justamente por ser um processo natural, a rejeição deveria ter servido de alerta contra a prática dos transplantes. Mas não. Seria esperar demais da ciência médica. Com seus antolhos intelectivos, divisando sempre o meramente terrenal diante de si, os pesquisadores preferiram desenvolver drogas imunodepressoras cada vez mais potentes, a fim de esticar artificialmente ao máximo a vida de suas cobaias humanas.

4. Alegação: A doação de órgãos é um ato de amor abnegado. Por isso, não é lícito uma pessoa vender um órgão para fins de transplante, nem tampouco se ver privada dele sem seu conhecimento ou autorização.

Fatos: Não é o que pensam algumas sumidades que se esmeram em aperfeiçoar continuamente a mentira do século, muito menos o que ocorre em várias partes do mundo: Num artigo publicado no Journal of Medical Ethics (ironia), um professor inglês tranqüiliza a emergente classe de comerciantes nefrológicos: "Não existem argumentos morais conclusivos contra o pagamento pela doação de rins." O gerente de uma instituição francesa especializada nessa atividade tem a consciência tranqüila: "É um processo gratificante, porque se consegue tornar felizes duas pessoas." Um professor de Bioética - uma cadeira nova no ensino da medicina (inútil, sem dúvida) - está convencido de que a humanidade está passando por uma evolução de mercado: "No tempo da escravidão o homem era vendido inteiro; hoje, rins são comprados e vendidos com facilidade na Índia e em outros países."

De fato, na Europa já existem agências de turismo que vendem por US$ 20 mil um pacote completo, incluindo passagem, internação, compra do rim e cirurgia de transplante. Em 1989, a revista The Lancet informava pela primeira vez que rins eram retirados de prisioneiros condenados à morte em Cantão, China. O rim é certamente a mercadoria mais procurada, mas já é possível encomendar no mercado internacional qualquer parte do corpo humano: córneas, fígados, pulmões, etc. Num artigo publicado na revista Philosophy, um cientista propôs a criação de uma "loteria da sobrevivência", em que cada pessoa receberia um número para participar de um sorteio compulsório. A escolhida seria morta e seus órgãos distribuídos para os membros do grupo que necessitassem de um ou mais transplantes; desse modo se poderia salvar várias vidas sacrificando-se uma só... A última novidade veio do Dr. James Watson, que do alto da sua autoridade de Prêmio Nobel de Medicina, ameaçou: "Quando pudermos produzir um andróide com órgãos humanos perfeitos e sem cérebro, para nos fornecer órgãos para transplantes, vamos fazê-lo e pronto!"

5. Alegação: Se você não doar seus órgãos eles serão comidos pelos vermes da terra após a morte; por isso, dê a eles uma destinação mais nobre.

Fatos: Com sua crônica ignorância em relação à vida espiritual e incurável propensão em aceitar qualquer coisa sem refletir, discernindo em tudo apenas efeitos exteriores, o ser humano é facilmente persuadido a acreditar em qualquer falácia. Tudo quanto ultrapassa seu estreito campo de visão material ele declara simplesmente como inexistente e se dá por satisfeito. Ou, então, na sua incorrigível indolência, aceita apaticamente algumas suposições religiosas sobre o além e vai dormir tranqüilo o sono dos justos. O corpo humano não é uma máquina, cujas partes podem ser substituídas por peças originais de reposição assim que apresenta algum defeito. O corpo é o instrumento que possibilita a atuação do espírito na matéria. Ele é emprestado exclusivamente para um determinado espírito, durante a sua peregrinação na matéria, finda a qual deve ser devolvido à terra. Durante o tempo de utilização ele deve ser muito bem cuidado e conservado, sem o que o espírito não poderá atuar como deve. Se uma de suas partes apresenta um problema, é sinal de que não foi bem cuidada, ou então que o respectivo espírito trouxe consigo um lastro cármico que teve de se efetivar no corpo terreno, gerando doenças. Em ambos os casos, o responsável pela falha de algum órgão do corpo é do próprio espírito humano, jamais é um "azar do destino". O que o transplante proporciona é a impossibilidade de o transplantado remir, através do reconhecimento, alguma culpa proveniente de vidas anteriores, além de sobrecarregá-lo com uma nova. Em relação ao doador, basta dizer que o espírito é ligado ao corpo na encarnação, e fica preso a partes desse corpo se elas continuam a viver em outros corpos. Por causa dos aprendizes de Frankenstein, os doadores de órgãos ficam impossibilitados de ascender a outros planos da Criação após suas mortes.

É isso. Mentiras sobre mentiras. E todas com a aparência de verdades cristalinas.

Se o ser humano faz questão de acreditar nas alegações da ciência médica sobre transplantes, isso é assunto dele unicamente. Mas o que ele não pode admitir, em hipótese alguma, é que lhe seja mostrada apenas uma das faces da moeda, situação que aliada à tendência humana de "fazer o que todo mundo faz" obscurece em muito a capacidade de decidir com isenção, quando não a impede totalmente.

Muito sofrimento talvez pudesse ter sido evitado na Alemanha nazista, se existisse naquela época uma imprensa realmente livre, imparcial e corajosa, que mesmo impossibilitada de se contrapor abertamente à ordem reinante, ao menos tivesse mostrado aos cidadãos do país o lado negro do regime. Na época atual, a tirânica ideologia mundial dos transplantes de órgãos praticamente não encontra adversários. É o Grande Irmão, que verga governos e povos sob uma ditadura compulsória e não pressentida. Contudo, ainda é tempo de se recuperar a liberdade perdida. Pelo menos a liberdade de decidir.

 

Roberto C. P. Júnior é espiritualista, mestre em ciências e autor dos livros on-line: "Vivemos os Últimos Anos do Juízo Final" e "Visão Restaurada das Escrituras". Roberto é membro da Ordem do Graal na Terra.

 

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