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Ou
poderíamos dizer : - os
diversos tipos de beleza? Afinal, cada um de nós acredita em um
conceito de beleza particular e único, tanto quanto nos
consideramos únicos.
Se vamos falar sobre Arte é preciso primeiro que observemos uma
certa cumplicidade de conceitos.
Sabemos
que, em todas as suas manifestações, a arte é uma expressão do
sentir humano transformado em símbolos, não convencionais, que não
necessariamente precisarão levar o observador a significados
conceituais pois, antes de mais nada, a arte deve ser sentida e não
pensada.
Atualmente,
quando a imitação e a cópia já atingiram as raias do absurdo,
num tempo em que, na
escola,
a arte é apenas encarada como lazer, é comum
se perguntar quais seriam os tipos de arte que existiram,
existem ou ainda, caso não sobrevenha a morte da arte, existirão.
Na
verdade, a arte pode ser encontrada em toda parte. Você necessita
apenas olhar
além de seu nariz e todo um universo , rebelde,
subversivo e sobretudo corajoso irá cobrar de você uma resposta
que envolve mais que um pensar crítico : a habilidade para
articular reações emocionais.
Consumir
esteticamente o resultado de um trabalho faz parte de uma
necessidade básica do ser humano e, conforme alguns pesquisadores,
até mesmo de certos animais.
Encontraremos arte desde a humanidade remota até nossos dias e,
certamente, a encontraremos amanhã, pela simples necessidade de
expressão artística, em todos os climas, em todas as geografias e
em todas as idades.
O
produzir artístico nasce de uma observação apurada que tanto pode
ser dirigida para os aspectos externos quanto internos de algum
fator, guiada pelos conceitos de beleza que se formaram da vivência
do artista. Sendo assim, ao fazer ARTE o artista não pensa, o
artista sente. Pensar seria a barreira entre a observação e a
ilusão.
Enquanto
esta necessidade é universal e atemporal, as formas pelas quais ela
se manifesta ou seja, os tipos
de arte, tanto quanto ao tema, à técnica ou ao estilo estão
constantemente mudando, renovando-se no processo de recuperar a cada
nova obra uma expressão pessoal.
Naturalmente
fatores históricos e sociais modelam os tipos de arte porém, desde
a arte pura do homem paleolítico, passando pelos gregos arcaicos,
pelas leis romanas na arte, pelo
poder mágico da arte e todos os "ismos" que se
seguiram. Passando pela fotografia, pelo cinema, ingressando na
virtualidade da nossa época, debatendo-se com a globalização, a
verdadeira arte jamais se escravizará a códigos e
será
sempre inovadora e capaz de falar do seu tempo.
A
arte, nos seus mais diversos tipos de expressão, transgredirá o
estilo preponderante de cada época e falará ao sentimento humano
ainda que este se encontre vazio e sem forma.
A
relação então surgida entre o sentimento do artista e o
sentimento do seu público jamais poderá ser uma relação lógica
entre conceitos idealizados pois seria, não apenas para o artista
criador como também para este mesmo
público que a consome, asfixiante e enceguecedora.
Esta
relação será sempre tão contraditória quanto a própria arte,
onde cabem, conforme Frederico Moraes, "a
regra e a emoção, o rigor e a intuição, a fantasia mais
desbragada e o cálculo matemático".
Tipos
de arte?
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" a arte pode ser ruim, boa ou indiferente, mas qualquer que
seja o adjetivo empregado, temos de chamá-la de arte. A arte ruim
é arte, do mesmo modo como uma emoção ruim é uma emoção.
"
Marcel Duchamp
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