Home

    E-Mail

ARTIGOS EM DESTAQUE

Você está em : Página Inicial > Artigos em destaque

Arte

História da Arte

Música

Cultura

Filosofia

História

Ciência

Economia

Literatura

Sociedade

Espiritualidade

Poesia

Canal Universitário

Administração

Informação

Livros

Sites Culturais

Artigos em Destaque

 

Outros Destaques

Uma nova visão de mundo

Tributo a Charles Chaplin

Os limites da ciência
Os gênios da garrafa
A missão de Jesus

A Antiga Babilônia

 

 

 

Dúvidas?

Sugestões? Escreva pra gente! Mande sua mensagem!


           

 

 Artigos em destaque
Insatisfação e Descontentamento

 Por Benedicto Ismael Camargo Dutra
 

Eis aí o ponto critico da felicidade humana. A insatisfação e o descontentamento provocam inúmeros males físicos e psíquicos impedindo o livre desabrochar da felicidade e, no entanto, a sua origem raramente tem sido examinada com seriedade pelos seres humanos. Assim, século após século os seres humanos estão sempre olhando para o que o outro tem, deixando que o coração se encha de revolta contra aqueles que ao seu ver estão passando muito melhor.

No filme “Do que as mulheres gostam”, (What women want), Mel Gibson, interpretando Nicky, conseguia ouvir os pensamentos das mulheres e através disso roubava as idéias de Darcy, sua chefe, interpretada por Helen Hunt. Assim ela perdeu o emprego, mas enfim ele confessou: “eu estava sabotando você, roubando as suas idéias, você pegou o cargo que era para ser meu, eu faria tudo para recupera-lo.” No filme o fato é amaciado pelo romance entre os dois, mas na vida real a luta é brava. Os seres humanos se deixam empurrar pela insatisfação interior aos limites da cobiça e inveja que nutrem em seu coração, fazendo da vida um inferno.

Esses homens poderosos que usam de todos os meios para atingir aos seus objetivos não percebem como se tornam mal vistos pelas populações mais simples, pois elas pressentem, intuitivamente, a falsidade e a hipocrisia que se escondem atrás do comportamento artificial e arrogante.

Ao explicar o Décimo Mandamento, Abdruschin escreveu: “o ser humano comum, estranhamente, raras vezes preza o que é seu, porém apenas aquilo que ainda não possui. As trevas semearam avidamente a cobiça, e as almas humanas, infelizmente, se entregaram com grande disposição, a fim de criar o solo mais fértil para a triste sementeira. Assim, com o correr do tempo a cobiça pela propriedade alheia tornou-se motivo dominante de toda a atividade da maior parte da humanidade. A começar de simples desejos, passando pela astúcia e pela habilidade de convencer, aumentando até a inveja desmedida, decorrente da contínua insatisfação, e até ao ódio cego.”

Os seres humanos não aceitam a sua situação. Ao invés de viverem o presente tal como ele se apresenta, ficam presos às insatisfações e descontentamento, revoltando-se contra os acontecimentos desagradáveis aos quais eles mesmos deram origem. Assim a sua vida nunca poderá melhorar, pois se o seu presente é cheio de espinhos é isso o que plantou no passado, para melhorar terá que produzir nova sementeira e aguardar os melhores frutos, o melhor futuro.

O raciocínio, essa máquina de pensar busca exercer amplo domínio sobre o nosso comportamento, usa de todos os meios para nos manter ocupados para impedir momentos de reflexão e interiorização nos quais poderíamos ouvir o nosso íntimo efetivamente. Assim, ficamos separados do nosso eu interior, a intuição, que serenamente poderia nos conduzir para uma existência pacifica, através do despertar espiritual, sem essa agressividade nefasta própria de seres humanos acorrentados a valores materiais.

Os seres humanos vão percebendo que a estabilidade acabou, e que isso fica bem claro diante das rápidas mudanças que atingem a tudo o que os rodeia, gerando insegurança e inquietação. Mesmo assim não conseguem perceber que já estamos vivenciando um processo de grandes transformações que deverá leva-los a almejar a ascensão espiritual e não apenas o progresso material.

Assim, mais uma vez chegamos ao mês de Dezembro, o mês do Natal. Atualmente não se percebe mais aquela alegria vibrante que outrora brotava espontaneamente no coração dos seres humanos com a aproximação do Natal. O descontentamento é dominante. A insatisfação distanciou os seres humanos das poderosas e benfazejas irradiações do Amor que promoviam a paz e a harmonia entre os seres humanos, assim, aquele forte desejo de confraternizar e abraçar os amigos e as pessoas queridas, aos poucos se vai extinguindo.

O indivíduo dominado pelo descontentamento fica como que lançando venenos em sua corrente sangüínea. Exatamente o oposto do indivíduo alegre, contente com o seu existir, que produz alegria por onde passa. Esse, alem de fazer bem a si mesmo, também beneficia os demais. Os seres humanos já não sabem mais exatamente o que são é o que é a vida, e por isso não dão a ela o valor que ela tem, cuidando bem de si mesmo evitando o auto-envenenamento para não ficar sofrendo de males físicos e psíquicos.

Conhecendo exatamente o significado da vida, os seres humanos deixariam de fazer tantas coisas que só causam prejuízos ao corpo e à alma passando a fazer as coisas certas que promovem o beneficiamento geral. Mas para tanto terão que se livrar da insatisfação e buscarem pela Luz da Verdade, então estarão aproveitando o presente de maneira acertada ao invés de desperdiça-lo inutilmente. Certamente colherão progressos e felicidade.

 

Benedicto Ismael Camargo Dutra é autor dos livros: "A trajetória espiritual da humanidade"(http://www.library.com.br/Historia/index.htm) e "Encontro com o Homem Sábio", pela Editora Marco Zero.

 

______________________________________________________________________

  Deixe sua opinião | Próximo Artigo

 

INDIQUE ESTE TEXTO PARA UM AMIGO!

Título do texto                                                                                       

Seu nome:

Seu e-mail:  

Nome do seu amigo:  

E-mail do seu amigo:

 

 

 

 

 

 

 

 

                                         
PÁGINA ANTERIOR | PÁGINA INICIAL | FALE CONOSCO

Copyright © 2001-2004 by SóCultura.com ® 

Todos os direitos reservados


Título

 aqui
Ut

 


Título aqui
Ut