“É preciso saber
viver!”, é o famoso refrão da música de Roberto Carlos e Erasmo
Carlos, gravada na década de 70.
Estudiosos das mais diversas áreas de conhecimento vêm desenvolvendo
pesquisas e divulgando suas teorias sobre como obter uma melhor
qualidade de vida neste mundo tão caótico e estressado no qual estamos
vivendo.
Milhares
de livros são publicados todos os anos, exaltando a importância de uma
alimentação mais saudável, da prática regular de exercícios físicos,
meditação, busca da espiritualidade, tranqüilização dos pensamentos e
várias outras técnicas e tendências. Tudo isso é muito bom, é verdade,
e se colocado em prática pode temporariamente levar o homem a um maior
equilíbrio físico-mental e a sensação de um certo (e às vezes incerto)
bem-estar.
No
entanto uma melhora geral não consegue se sustentar por muito tempo,
caso não seja acompanhada por outras atividades mais valiosas e
ligadas ao âmago mais profundo de um ser humano: a sua alma. A falta
de uma ligação maior com tudo aquilo que diz respeito à alma, ao
espírito, e dessa maneira, às Leis de Deus e à sua Vontade, acelerou
nesses últimos séculos o crescente materialismo, levando a humanidade
a um estado de completa perturbação, miséria, estresse e desesperança.
Sim, é
preciso saber viver! Mas para isso seria necessário cumprirmos os
nossos deveres como seres humanos e nos enquadrarmos novamente às leis
naturais desta Criação. No entanto não demos continuidade ao elevado
saber desenvolvido pelos povos antigos, os quais tinham um maior
conhecimento daquelas leis, nem atentamos com humildade às palavras
daqueles que vieram em missão neste planeta mostrar como deveríamos
viver. Suas doutrinas foram conspurcadas, alteradas e superficialmente
interpretadas, escolhendo a humanidade um diferente e triste caminho,
que, como podemos ver hoje, não poderia ter sido pior.
Para um
retorno do real equilíbrio e da completa paz interior é preciso que
procuremos alimentar corretamente não apenas o nosso corpo, mas também
o nosso espírito, buscando com toda energia as respostas àquelas
questões mais profundas que dizem respeito a nossa própria existência:
De onde viemos? Para onde vamos? Quem somos?
Como
esclarece Abdruschin, na
Mensagem do Graal, “É dever sagrado do espírito humano pesquisar
por que se encontra na Terra, ou por que motivo vive nesta Criação à
qual se encontra ligado por milhares de fios”. E mais adiante conclui:
“Entretanto, são apenas poucos os seres humanos que conseguem,
penosamente, libertar-se a tal ponto da preguiça de seu espírito, para
se ocupar sinceramente em pesquisar qual a sua finalidade na Terra”.
Analisando a história mundial nos dois últimos milênios, vemos que
essa preguiça espiritual dominou a maior parte da humanidade terrena,
ocasionando uma inenarrável queda da qualidade de vida em todos os
países. O século XX – o século das guerras - está aí para nos mostrar
que a nossa espécie esqueceu completamente da sua boa e nobre origem
espiritual, preferindo se deixar arrastar facilmente - e sem
resistência - por todas as fraquezas que o cérebro humano cultivou.
Esquecemos que saber viver é saber por que se está neste Universo e
como se deve agir dentro dele. Não é acaso, como muitos preferem
imaginar, entregar-se irrefreavelmente a toda sorte de divertimentos e
comodidades, numa vida totalmente despreocupada, que nos mantêm
esquecidos de nossas reais obrigações como hóspedes deste mundo.
Em
segundo lugar, e aliada à procura de respostas, é preciso que
coloquemos realmente em prática a nossa religião, seja ela qual for,
vivenciando-a em nosso dia-a-dia com o nosso próximo e com toda a
natureza e os seus seres, sempre tendo em vista a nossa elevação ética
e moral e a preservação do planeta. Uma Terra mais equilibrada não
poderá ser construída sem a utilização da Lei do Amor, tão evidenciada
por Jesus, Buddha, Maomé e por vários outros sábios e mestres que por
aqui passaram.
Assim,
estaremos com o tempo aprendendo – verdadeiramente - a saber viver,
considerando finalmente todos os aspectos que precisam ser levados em
conta para obtermos um contínuo progresso em nossa qualidade de vida
sem esquecer da necessária movimentação constante tanto do corpo como
do espírito que no fundo não quer descanso enquanto não encontrar o
sentido do verdadeiro saber viver...
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