Um dos atributos do
ser humano espiritual é o livre arbítrio, que lhe permite, em sua
primeira decisão sobre um assunto, escolher o caminho que lhe convier.
Este atributo, no entanto, ata o autor às conseqüências do caminho
escolhido, trazendo-lhe de volta de forma aumentada aquilo que foi o
objeto do seu querer. Justiça e Amor em forma perfeita estão aí
inseridas, na conformidade da Lei da Criação, a reciprocidade.
Desta
forma, ao usar sua livre escolha, a pessoa está plantando o que
futuramente irá colher e saborear; se plantar coisas boas, muito mais
destas boas coisas lhe retornarão um dia para sua alegria, mas, se
planta coisas ruins, somente retornarão muito mais coisas ruins para
seu sofrimento.
O cultivo
exagerado do intelecto durante milhões de anos, devido à esta mesma
Lei, condicionou a maioria dos seres humanos terrestres da época
atual, a viver isolado da sua verdadeira essência, o espírito. Para
estes, o corpo terreno está acima de qualquer coisa, a ponto de
sacrificarem seu próprio espírito, por alguma bobagem terrena.
A esse
tipo de querer, denominou-se vaidade, que está conduzindo os que lhe
são servis, à morte espiritual, o que de pior pode acontecer.
Dentre as
maiores vaidades está o querer vestir-se com peles de animais
silvestres. Estes animais são caçados brutalmente com armadilhas, e
após a retirada de suas peles, as carcaças são abandonadas como lixo.
Estes
sacrifícios dos animais silvestres, que enriquecem os donos da moda
para satisfazer a vaidade, principalmente das mulheres, é um crime
contra a natureza, que os ditadores da moda e suas seguidoras não
enxergam, pois não querem ver.
A demanda
por casacos de pele de visão (vison, no francês), de raposa, de mink,
etc., de bolsas e sapatos de pele de crocodilos, que aumenta
constantemente, ao redor do globo terrestre na proporção do aumento da
vaidade, está provocando um verdadeiro extermínio dessas espécies, o
que constitui um segundo crime contra a natureza.
A procura
por peles silvestres incita, assim, caçadores e modistas a produzirem
mais para um mercado cada vez maior, alimentado pela vaidade humana de
ter uma pele para ser admirada e invejada.
Tal
comércio imundo desapareceria logo, tão cedo se extinguisse a vaidade
de portar animais sacrificados. Bastaria que modistas e vaidosos não
mais aceitassem essa excrescente matança de inocentes animais. Eles
são mais úteis na Criação, pois cumprem as Leis muito melhor que estes
vaidosos seres ditos humanos.
Perante
as Leis da Criação, caçadores, modistas e usuários de peles silvestres
são responsáveis por esse hediondo crime contra a natureza.
Ë preciso
que se acabe com estes sacrifícios, e se dificilmente a vaidade dessas
pessoas vai acabar, necessário se faz um esforço mundial que combata
não só o sacrifício mas também o comércio dessas peles, e, sobretudo o
seu uso.