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Uma
boa parte da estória se refere ao relacionamento dos seres
humanos, designados por "orgânicos" ou simplesmente orgs, e
os "robôs" apelidados de "mecas", de mecânicos sem
entranhas, sem alma e sem coração. Meras
máquinas construídas para prestar
serviços de todo o tipo, inclusive sexuais.
No
mundo real em que vivemos já existem robôs,
através da automação. Não
tão perfeitos ainda, mas o suficiente pra ter ampliado
enormemente a capacidade de produção, gerando
ociosidade na capacidade produtiva, reduzindo a necessidade de
mão de obra, tornando-a um fator de custo muito baixo em
toda a periferia do mundo desenvolvido. Assim, muitos se aventuram em
procurar uma vida melhor, fugindo do seu país de origem em
direção aos mais desenvolvidos, onde falta
mão de obra para serviços de menor
qualificação. Os "mecas" do terceiro mundo
não se importam com isso. Querem fugir da
miséria, da violência urbana, da falta de escolas
e hospitais.
E
lá vão eles em busca de um trabalho com um
salário semanal. Mas isso causa problemas aos
países hospedeiros porque, nestes tempos de
miséria, não há espaço para
todos. Então os países se fecham, permitindo
apenas permanência provisória, para que
através de um rodízio, não lhes faltem
prestadores de serviços, sem criar o inconveniente de inchar
a população com um tipo não muito
desejável para uma estada permanente.
Em
recente visita aos Estados Unidos, o presidente Fox, do
México, não vacilou em cobrar de Bush, uma
posição quanto aos imigrantes mexicanos e a
instabilidade de sua permanência. Os "mecas" da periferia do
mundo também sonham com a "fada azul" de
Pinóquio, querendo se tornar seres humanos de primeiro mundo.
No
Brasil temos o uso e abuso do turismo sexual. Mais barato que comprar
um "meca". Agora que o Real caiu na real, ficou tudo num
preçinho bem atraente. Os Europeus vão para
Fortaleza realizar fantasias sexuais com as ninfetas.
Até
aqui fizemos uma pequena analise comparativa do trabalho humano na
periferia e no mundo desenvolvido. Mas, na vida real podemos focalizar
outras imagens. Quem são os "mecas" e quem são os
"org"? O que diferencia os seres humanos dos robôs?
O
que deveria diferenciá-los é a
intuição, a voz interior. O cérebro
frontal, com sua atividade intelectiva está amplamente
habilitado a lidar com todos os aspectos da matéria
visível aos olhos normais ou com a ajuda de instrumentos
especiais. Comparar, medir, qualificar, examinar causas e efeitos,
planejar a realização de projetos ou tarefas.
Enfim poderíamos dizer que o cérebro
está apto a realizar todas as atividades mecânicas
de pensamentos ou raciocínios lógicos.
Também dispõe de especial habilidade na
utilização da astúcia.
Já
a intuição procede do interior. É a
voz interior ou a voz do espírito propriamente, mas que
atualmente, na grande maioria dos seres humanos, se acha atada,
enfraquecida, ante a hipertrofia da vontade mental gerada no
cérebro. Sobre esse assunto vide "A Mensagem do Graal",
de Abdruschin. Alguns estudiosos falam na inteligência
emocional, como manifestação a ser cultivada para
fugir ao mecanicismo cerebral que determina o bitolamento do pensar, a
ponto de por isso mesmo, possibilitar o emprego de táticas
de manipulação e condicionamento das
ações por impulso, mormente pela psicologia da
propaganda aplicada sobre as massas, induzindo a comportamentos
previamente desejados.
Então,
a esse respeito podemos dizer que grande parte dos seres humanos se
tornou "meca". Isto é, o seu comportamento e atitudes tem
mais a ver com o que é absorvido de fora para dentro, do que
de uma decisão própria, maduramente examinada
através de análises e reflexões
intuitivas. O contínuo aprimoramento das
reflexões intuitivas, permitiria aos seres humanos caminhar
pela vida com mais firmeza e segurança, e com certeza,
tomando sempre as decisões mais adequadas, mais condizentes
com a sua condição de ser humano, portanto sempre
de forma beneficiadora, enquanto que as decisões
mecânicas, sempre se caracterizam pela sua aspereza e falta
de coração, acarretando o enrigecimento e
embrutecimento humano, isto é, fortalecedora do fator
mecanicista. E tudo isso pode ser observado no filme. Outras
considerações exigiriam várias
páginas adicionais, que ficam para uma outra oportunidade.
Concluindo,
um ser humano normal de corpo e alma, com a sua
intuição vivificada e ativa, jamais poderia agir
de forma a causar danos ao seu próximo. Um "meca" sim, posto
que age com o seu lado mecânico, sem
coração, movido unicamente por sua vontade
intelectiva alimentada pelo ódio e frieza de seu
raciocínio. Somente um "meca" sem
coração se habilitaria a por em
execução um projeto tão brutal como o
praticado contra o povo de Nova York, que indiscutivelmente,
é a capital onde o mundo se encontra, onde vivem e trabalham
pessoas procedentes de todos os países. Nova York pode ser a
capital do mundo, isto é, a cidade onde se concentra o
capital, mas é também a cidade habitada por seres
humanos com alma, com sentimentos e sensibilidade artística,
enfim habitada também por "orgs" espiritualizados.
A
Nova York, tão procurada pelos alegres e sorridentes
"brazucas", ficou triste, ficou enlutada com o sangue de milhares de
seres humanos. É um grande sofrimento que um verdadeiro ser
humano jamais provocaria.
Um
"orgânico" se torna verdadeiramente ser humano tanto mais
quanto se espiritualizar. Já em
oposição, um "meca", tanto mais quanto sufocar o
espiritual que lhe dá vida, separando-se da Luz. Somente um
"meca", se torna apto a executar atrocidades como a de Nova York.
É necessária a conclusão das
investigações. Tanto podem ser "mecas" de fora,
estrangeiros, como de dentro. Ou ambos, em macabra
associação, visando a
destruição e o mal, trabalhando a
serviço das trevas.
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