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Para a humanidade, o século XX
caracterizou-se, dentre outras coisas, pelo grande avanço da
ciência e da tecnologia. A chamada Física Moderna
nasce junto com o século, prometendo desvendar todos os
segredos da natureza e levar o Homem a galgar mais um "grande passo" em
sua evolução.
Para
muitos pesquisadores e estudiosos, no entanto, aconteceu justamente o
contrário. Ou seja, apesar de termos presenciado um grande
desenvolvimento da tecnologia, a ciência moderna estabeleceu
teorias incompreensíveis e paradoxais, não
oferecendo respostas aos principais problemas e questionamentos da
nossa humanidade.
Wladimir
Guglinski é um desses pesquisadores. Ele, juntamente com
outros cientistas de várias partes do mundo, vêm
realizando experiências que provam que grande parte dos
conceitos e modelos estabelecidos pela Física Moderna
estão errados. Há vários anos o
cientista vem se dedicando ao desenvolvimento de uma Nova Teoria no
campo da Física Teórica, que segundo ele,
poderá ser a base de uma nova ciência que
realmente irá explicar as leis da Natureza em toda a sua
lógica perfeita.
Para
Guglinski, a ciência dos últimos
séculos se desenvolveu erradamente pois considerou
só aquilo que pode ser visto e provado por meios materiais.
O saber dos povos antigos foi deixado de lado e o Universo passou a ser
entendido como se fosse formado apenas de matéria, "o que
levou a Física aos erros e paradoxos existentes", diz o
cientista.
Em
nossa entrevista, além de explicar o que vem acontecendo com
a ciência nos últimos séculos,
Guglinski aborda as questões que atualmente estão
mexendo com a cabeça das pessoas, como a clonagem, o atual
nível de violência, a relatividade do tempo dentre
outros assuntos. Tudo em linguagem bastante simples.
SóCultura
- A
ciência dos últimos séculos
caracterizou-se por um forte materialismo tendo também em
suas pesquisas desprezado a realidade não-material presente
no Saber dos povos antigos. Existem perspectivas de mudanças
nisso, com os novos modelos e paradigmas que estão sendo
propostos?
Guglinski - Hoje
nós somos herdeiros de um legado trágico que nos
foi deixado por Galileu, depois que ele deslocou a Terra do
centro do Universo, e nos deserdou de nossa pretensa
filiação direta de Deus. Ficamos
órfãos e solitários no Universo. Em
seguida veio Darwin e desferiu outro golpe mortal em nossa
descendência divina. Não bastando, a tese darwiana
de sobrevivência do mais apto e do mais forte estremeceu
nossa confiança em um Deus paternal que semeia a vida como
uma dádiva divina. Deus passou a ser visto por muitos como
um carniceiro sem respeito à vida, e outros preferiram crer
que a Natureza sobrevive sem a necessidade de um Deus. Os
avanços da Biologia completaram o quadro, já que
esta ciência foi (para se manter fiel ao método
científico empirista) desenvolvida sobre conceitos puramente
materialistas. Como conseqüência, o homem
não perdeu apenas sua essência divina, ele
também ficou desprovido do senso moral, de ético,
e de perspectiva (a vida perdeu o sentido). Ficamos
à deriva, sem destino, em um barco que fica eterna e
inutilmente girando à volta de um Sol que um dia
há de se apagar. Tornamo-nos essencialmente materialistas e
imediatistas. Para o homem moderno não
há recompensa no futuro (além da vida),
e portanto há que se extrair o máximo do
presente, sem remorsos, pois se não há
recompensa, também não há
castigo. Foi essa herança que nos tem
conduzido ao que vivemos hoje, e a violência evolui
como na teoria de Darwin. Nos damos conta disso ao ver filmes como
"Sexta-Feira 13". Antigamente nos filmes de terror não havia
tanta violência gratuita. Mesmos os
vilões tinham o seu padrão ético, ou
moral. Drácula não matava por prazer, mas por
sobrevivência, e ainda tinha um objetivo, o de disseminar o
vampirismo. Drácula se apaixonava, e portanto era
vulnerável, romântico. Já
o vilão Jason incorpora um exterminador sem
qualquer predicado. Nem prazer ele tem em matar. Nem sabe por que
mata. Mata por matar, como o moto-boy da vida real.
Com
respeito ao amanhã, os avanços da
Biologia podem nos livrar da maldição de
Galileu e de Darwin. Não estamos tão
sozinhos quanto imaginávamos. As novas descobertas
desta ciência sugerem que o espaço
(éter) esteja preenchido por uma energia
inteligente que
impregna a matéria com uma força vital.
Esta energia inteligente teria sido responsável pela
evolução da vida, pois cálculos de
probabilidade demonstram que é impossível que o
DNA tenha evoluído pelo acaso em
conseqüência da seleção
natural. E se essa energia foi quem planejou a
evolução das espécies, ela pode
também intervir de alguma forma na continuidade da
evolução. A Medicina hoje
já reconhece o poder da
oração. Qual a origem de tal
poder? Os materialistas tentam sustentar seu ponto de vista,
alegando que o poder da oração provém
da mente da pessoa que reza, e que portanto trata-se de um poder de
auto-sugestão do cérebro. Há
dois anos atrás um cientista até alegou que tinha
descoberto a região do cérebro
responsável pelo poder da fé.
Entretanto há casos em que mães rezam por filhos
doentes de poucos meses, que não sabem sequer falar, e que,
desenganados pelos médicos, são currados pelo
poder da reza. Ora, nesse caso o poder da fé não
está no cérebro, porque a criança
não rezou, e nem sequer sabe o que é uma
reza.
Atualmente uma batalha se trava
entre materialistas e espiritualistas. Os primeiros defendem que
só existe matéria, e que esta é que
comanda o espírito. O segundo acredita que o
espírito é que impregna a matéria de
vida. Experiências em universidades de todo o mundo
estão pondo à prova os dois pontos de
vista. As descobertas mais recentes nos motivam a apostar na
vitória do espiritualista. Se dentro dos
próximos anos, com o aumento das provas
científicas, os materialistas forem finalmente derrotados (e
reconhecerem que foram derrotados), isso pode promover um grande salto
na evolução da Humanidade.
SóCultura
- Por exemplo, os estudos do chamado
Biocampo, na Biologia, estariam levando os cientistas e estudiosos a
conclusão de que existe uma outra
“matéria” além daquela que
podemos perceber com os nossos olhos?
Guglinski - É verdade. O
biocampo é uma asserção da
existência de um campo físico separado, operando
em organismos físicos, e carregando
informações biológicas. É
um novo paradigma da biologia, cujo número de seguidores
cresce a cada dia, em função do crescimento do
acúmulo de evidências obtidas através
de milhares de experiências científicas realizadas
em universidades de todo o mundo. Cito aqui Savely Avva, um dos grandes
estudiosos do assunto, que nos diz :
"Não
havendo definição para idéias tais
como espírito ou corpo mental etérico,
é sugerido que o biocampo é um dos campos
físicos que podem ser estudados através da
observação científica e
generalização. Primeiramente, o biocampo como
carregador do sistema geral de controle (o coordenador das
funções do organismo), deve ser capaz de
comunicar com todos subsistemas de controle do organismo incluindo a
mente e memória, nervos, humor, e subsistemas de controle
eletromagnético com seus diferentes transportadores de
informação (elétrica,
química, e eletromagnética), assim como o que a
tradição chinesa chama de Qi - usualmente
traduzida por energia vital - circulando através de
meridianos de acupuntura e chakras. Em
segundo, este biocampo deve ser responsável por todos
fenômenos paranormais tais como
informações anômalas de
transferência (clarividência,
premonição, etc.), psicocinese
(interação com outros campos de aparelhos
homem-máquina), e cura psíquica
(normalização dos processos
fisiológicos através da
comunicação organismo-para-organismo como uma
intenção)".
SóCultura
- Muitas pessoas estão
convencidas de que a ciência é capaz de fornecer
respostas aos grandes questionamentos humanos. De acordo com um grande
número de seres humanos "o que não pode
ser comprovado cientificamente não deve ser levado a
sério", e dessa maneira, as coisas relacionadas com
a espiritualidade "devem ser descartadas". Como o
senhor analisa essa questão?
Guglinski -
Essas pessoas que estão convencidas de
que a ciência pode fornecer todas as respostas são
as que não conhecem em profundidade o que é a
ciência. A comunidade científica se esmera em
enaltecer o método científico (mostrando-o aos
leigos como se se tratasse de uma ferramenta infalível de
investigação). Entretanto essa
propaganda que os acadêmicos fazem é feita com o
intuito de reforçar a credibilidade de que ele
próprio (o cientista) desfruta na sociedade.
Existem
também cientistas que não compartilham dessa
opinião da maioria. Entretanto suas vozes
só chegam a um número reduzido de pessoas, porque quem detém
o poder de divulgação é aquela tal
maioria que não leva o assunto a sério.
Uma
das conclusões a que cientistas honestos estão
chegando ultimamente é quanto ao fato de que o
método científico não é
eficaz para a descoberta da realidade do mundo em que
vivemos. A ciência nos dá uma
visão parcial. Claro que a maioria a que você se
referiu não reconhece essa insuficiência do
método cientifico. Um dos pressupostos do método
cientifico é que toda experiência possa ser
repetida, e os resultados verificados. Recorrendo a esse
pressuposto, os detratores dos fenômenos paranormais afirmam
que eles não existem, porque não podem ser
repetidos por experiências. Entretanto nem tudo pode ser
repetido por uma experiência. Suponha que um
astrônomo observou a explosão de uma estrela, mas
não conseguiu registrar o fenômeno. Ora, ele
não pode convidar outros cientistas para comprovarem a sua
observação, porque a estrela não vai
explodir novamente. Mas outras pessoas podem comprovar a
observação do astrônomo, caso
também tenham visto a explosão. Nesse
caso os céticos aceitam o testemunho de outras
pessoas. Mas em se tratando de fenômenos
paranormais o testemunho não é aceito.
Não é estranho?
Outra
coisa: Não creio que os céticos aceitam
só aquilo que é provado. É um
engano. Tive, certa ocasião, uma
discussão, pela Internet, com um grupo de estudiosos. Esses
céticos só aceitam provas quando elas confirmam o
ponto de vista que eles defendem. Se você apresentar uma
prova incontestável que demonstre que o ponto de vista deles
está errado, eles dão uma maneira de deturpar os
fatos, para continuarem afirmando que estão certos, e para
que possam ficar insistindo em que não existe prova em
contrário. A mente humana é muito
complexa, e pessoas que se dizem racionais agem irracionalmente quando
suas crenças são abaladas por
fatos. Essas pessoas simplesmente negam os fatos.
Isso acontece até
com os cientistas. Sempre que novas experiências
vêm a abalar as teorias vigentes, os velhos cientistas morrem
negando tais novas experiências. Por isso
é que Planck, que propôs o quantum de energia,
(conceito do qual se originou a Física Quântica)
disse que a ciência avança sobre os
cadáveres da velha geração, pois uma
nova teoria revolucionária é aceita
não porque convence os opositores, mas porque estes
vão morrendo e novos cientistas vão nascendo em
familiaridade com a nova teoria. Planck disse isso porque o
conceito de quantum que ele propôs não foi aceito
pela comunidade científica naquela
época.
SóCultura
- Outra questão interessante diz respeito ao tempo e seu
significado. Muitos físicos, principalmente depois da teoria
da Relatividade de Einstein, chegaram até mesmo a criar
teorias mostrando que seria possível viajar no tempo. Que
análise o senhor faz dessas teorias e qual o foi o papel de
Einstein na interpretação do tempo?
Guglinski
- Einstein criou a maior confusão entre os
cientistas, pois da maneira como ele interpretou o significado do
conceito espaço-tempo ele induziu os físicos a
pensarem que o tempo tenha uma existência física
real. Vamos a
seguir entender este ponto de vista einsteiniano.
Em recente livro
lançado no final de 2001, o cientista Dr. Stephen Hawking
aborda a questão da viagem no tempo, através da
abertura de “buracos de minhoca” no
espaço-tempo, conceito segundo o qual é
possível viajar no tempo.
Essa nova teoria de viajem no
tempo decorre da convicção que os
físicos einsteinianos, como Hawking, têm de que o
tempo possui existência real. Para entender do que se trata,
vejamos de onde provém essa convicção.
A noção
de tempo do físico einsteiniano está conectada
à velocidade da luz. Como
se sabe, a velocidade da luz não pode ser ultrapassada,
segundo os relativistas, porque é um postulado da
relatividade. Então
consideremos um acontecimento que esteja ocorrendo nesse exato momento,
às 20:30 horas do dia 12 de fevereiro de 2002. Enquanto estou escrevendo estas
linhas, alguns foliões estão pulando carnaval na
Praça do Moinho, da praia do Peró em Cabo
Frio.¹ A imagem
desses foliões viaja pelo espaço, com a
velocidade da luz. Como nenhuma nave em que possamos viajar pode
superar a velocidade da luz, a imagem desses foliões do
carnaval de 2002 nunca mais poderá ser vista por um
terráqueo, pois nenhuma nave espacial pode
alcançar a velocidade da luz.
A idéia de Hawking
baseia-se na possibilidade, segundo ele, de se abrir um buraco no
espaço-tempo, com uma máquina, e o viajante
dentro dela é transportado instantaneamente para uma
região do espaço onde a luz vai demorar anos para
chegar. Hawking chama essa viajem de “passagem por um
buraco-de-minhoca”. Basicamente, a idéia da
Hawking é a seguinte. Imagine
que a imagem dos foliões do carnaval de 2002 demore 10
anos para chegar a um distante planeta X
de outro sistema solar. E
imagine que você, adentre a máquina de Hawking no
ano de 2012, e que ela o transporte instantaneamente,
através de um buraco-de-minhoca”, para o tal
planeta X. Ora,
então você vai chegar ao planeta X no ano 2012, no
mesmo instante em que chegará lá a imagem dos
foliões do carnaval de 2002. Segundo
a Teoria da Relatividade isso é uma viagem ao passado, pois
você estará no ano 2012 ao partir do nosso planeta
Terra, mas voltará
ao ano 2002 do planeta Terra quando chegar ao planeta X, pois ao chegar
lá você estará ocupando uma
região do espaço-tempo que corresponde ao ano
2002 da Terra.
Essa
interpretação dos físicos
einsteinianos é apenas um mal-entendido sobre a
essência do tempo. O tempo na verdade
não existe, ele não tem existência real. O conceito de tempo foi criado pelos
cientistas apenas como um instrumento através do qual se
medem as transformações da matéria. O conceito de tempo da
relatividade, por estar em dependência da velocidade da luz
(como conseqüência da experiência de
Michelson-Morley) deu origem aos mais absurdos paradoxos, e os
relativistas, como Hawking, admitem que eles são
insolúveis, como o próprio Einstein admitia. O máximo que Hawking pode
fazer com sua máquina-buraco-de-minhoca é
conseguir a “imagem” de um passado que aconteceu. No nosso exemplo do carnaval de
2002, você, tendo partido da Terra em 2012 e chegado ao
planeta X instantaneamente, teria que construir um
potentíssimo telescópio lá naquele
planeta, e dessa forma poderia observar a imagem dos foliões
de 2002 chegando ao planeta X. Da
mesma forma, sua máquina-buraco-de-minhoca poderia
transportá-lo para um planeta Y onde a luz demore
milhões de anos para chegar. Você
poderia observar cenas cotidianas de dinossauros e homens
pré-históricos que habitaram a Terra
há milhões de anos. Naturalmente,
quanto mais distante fosse o planeta a que você chegasse,
mais potente teria que ser seu telescópio.
Mas em momento nenhum você
estaria viajando no tempo. Você
estaria apenas se deslocando mais rápido, pelo
espaço, do que as imagens que a luz transporta pelo
espaço. Espero que
estes exemplos tenham propiciado uma compreensão
razoável do que é o conceito
espaço-tempo de Einstein. Trata-se de um bom conceito para a
condução de experiências de
laboratório, mas nunca dará suporte para viagens
pelo tempo.
Essa confusão que Einstein introduziu na
Física com respeito ao conceito de tempo teve origem numa
exigência do método científico: em uma
experiência científica os resultados precisam ser
medidos. Com efeito, a maneira pela qual um cientista pode verificar um
resultado experimental é medindo-o. Mas a luz
está presente em todo processo de
medição (da maneira como Einstein interpretou).
Então, para evitar que dois observadores em
laboratórios (referenciais) distintos possam obter duas
medidas diferentes de um mesmo fenômeno, Einstein
“acorrentou” a passagem do tempo à
propagação da luz, e desse aprisionamento do
tempo nasceu o conceito espaço-tempo.
¹
A primeira versão deste texto foi escrita no
período de carnaval do ano de 2002.
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