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“Uma coisa que é certa é o fato de que, a cada avanço da ciência, mais nos aproximamos da evidência de que Deus existe.” 

 

 


    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
“Segundo Hawking ele entraria em sua máquina e poderia viajar no tempo, voltando dez minutos para o passado. Dessa forma ele poderia chegar dez minutos antes de sua partida. Mas ele poderia danificar sua máquina, impedindo que dez minutos mais tarde ele partisse nela.  Mas como explicar que ele tenha voltado no tempo, se ficou impedido de partir?” 

 

      

 

 Ciência
Entrevista com o Cientista Wladimir Guglinski

 José Guilherme Said Pierre Carneiro
 

Para a humanidade, o século XX caracterizou-se, dentre outras coisas, pelo grande avanço da ciência e da tecnologia. A chamada Física Moderna nasce junto com o século, prometendo desvendar todos os segredos da natureza e levar o Homem a galgar mais um "grande passo" em sua evolução. 

Para muitos pesquisadores e estudiosos, no entanto, aconteceu justamente o contrário. Ou seja, apesar de termos presenciado um grande desenvolvimento da tecnologia, a ciência moderna estabeleceu teorias incompreensíveis e paradoxais, não oferecendo respostas aos principais problemas e questionamentos da nossa humanidade.

Wladimir Guglinski é um desses pesquisadores. Ele, juntamente com outros cientistas de várias partes do mundo, vêm realizando experiências que provam que grande parte dos conceitos e modelos estabelecidos pela Física Moderna estão errados. Há vários anos o cientista vem se dedicando ao desenvolvimento de uma Nova Teoria no campo da Física Teórica, que segundo ele, poderá ser a base de uma nova ciência que realmente irá explicar as leis da Natureza em toda a sua lógica perfeita. 

Para Guglinski, a ciência dos últimos séculos se desenvolveu erradamente pois considerou só aquilo que pode ser visto e provado por meios materiais. O saber dos povos antigos foi deixado de lado e o Universo passou a ser entendido como se fosse formado apenas de matéria, "o que levou a Física aos erros e paradoxos existentes", diz o cientista. 

Em nossa entrevista, além de explicar o que vem acontecendo com a ciência nos últimos séculos, Guglinski aborda as questões que atualmente estão mexendo com a cabeça das pessoas, como a clonagem, o atual nível de violência, a relatividade do tempo dentre outros assuntos. Tudo em linguagem bastante simples.

SóCultura - A ciência dos últimos séculos caracterizou-se por um forte materialismo tendo também em suas pesquisas desprezado a realidade não-material presente no Saber dos povos antigos. Existem perspectivas de mudanças nisso, com os novos modelos e paradigmas que estão sendo propostos?

Guglinski - Hoje nós somos herdeiros de um legado trágico que nos foi deixado por Galileu, depois que ele deslocou a Terra do centro do Universo, e nos deserdou de nossa pretensa filiação direta de Deus. Ficamos órfãos e solitários no Universo. Em seguida veio Darwin e desferiu outro golpe mortal em nossa descendência divina. Não bastando, a tese darwiana de sobrevivência do mais apto e do mais forte estremeceu nossa confiança em um Deus paternal que semeia a vida como uma dádiva divina. Deus passou a ser visto por muitos como um carniceiro sem respeito à vida, e outros preferiram crer que a Natureza sobrevive sem a necessidade de um Deus. Os avanços da Biologia completaram o quadro, já que esta ciência foi (para se manter fiel ao método científico empirista) desenvolvida sobre conceitos puramente materialistas. Como conseqüência, o homem não perdeu apenas sua essência divina, ele também ficou desprovido do senso moral, de ético, e de perspectiva (a vida perdeu o sentido). Ficamos à deriva, sem destino, em um barco que fica eterna e inutilmente girando à volta de um Sol que um dia há de se apagar. Tornamo-nos essencialmente materialistas e imediatistas. Para o homem moderno não há recompensa no futuro (além da vida), e portanto há que se extrair o máximo do presente, sem remorsos, pois se não há recompensa, também não há castigo. Foi essa herança que nos tem conduzido ao que vivemos hoje, e a violência evolui como na teoria de Darwin. Nos damos conta disso ao ver filmes como "Sexta-Feira 13". Antigamente nos filmes de terror não havia tanta violência gratuita. Mesmos os vilões tinham o seu padrão ético, ou moral. Drácula não matava por prazer, mas por sobrevivência, e ainda tinha um objetivo, o de disseminar o vampirismo. Drácula se apaixonava, e portanto era vulnerável, romântico. Já o vilão Jason incorpora um exterminador sem qualquer predicado. Nem prazer ele tem em matar. Nem sabe por que mata. Mata por matar, como o moto-boy da vida real.

Com respeito ao amanhã, os avanços da Biologia podem nos livrar da maldição de Galileu e de Darwin. Não estamos tão sozinhos quanto imaginávamos.  As novas descobertas desta ciência sugerem que o espaço (éter) esteja preenchido por  uma energia inteligente que impregna a matéria com uma força vital. Esta energia inteligente teria sido responsável pela evolução da vida, pois cálculos de probabilidade demonstram que é impossível que o DNA tenha evoluído pelo acaso em conseqüência da seleção natural. E se essa energia foi quem planejou a evolução das espécies, ela pode também intervir de alguma forma na continuidade da evolução. A Medicina hoje já reconhece o poder da oração. Qual a origem de tal poder?  Os materialistas tentam sustentar seu ponto de vista, alegando que o poder da oração provém da mente da pessoa que reza, e que portanto trata-se de um poder de auto-sugestão do cérebro.  Há dois anos atrás um cientista até alegou que tinha descoberto a região do cérebro responsável pelo poder da fé.  Entretanto há casos em que mães rezam por filhos doentes de poucos meses, que não sabem sequer falar, e que, desenganados pelos médicos, são currados pelo poder da reza. Ora, nesse caso o poder da fé não está no cérebro, porque a criança não rezou, e nem sequer sabe o que é uma reza. 

Atualmente uma batalha se trava entre materialistas e espiritualistas. Os primeiros defendem que só existe matéria, e que esta é que comanda o espírito. O segundo acredita que o espírito é que impregna a matéria de vida.  Experiências em universidades de todo o mundo estão pondo à prova os dois pontos de vista. As descobertas mais recentes nos motivam a apostar na vitória do espiritualista.  Se dentro dos próximos anos, com o aumento das provas científicas, os materialistas forem finalmente derrotados (e reconhecerem que foram derrotados), isso pode promover um grande salto na evolução da Humanidade.

SóCultura - Por exemplo, os estudos do chamado Biocampo, na Biologia, estariam levando os cientistas e estudiosos a conclusão de que existe uma outra “matéria” além daquela que podemos perceber com os nossos olhos?

Guglinski - É verdade. O biocampo é uma asserção da existência de um campo físico separado, operando em organismos físicos, e carregando informações biológicas. É um novo paradigma da biologia, cujo número de seguidores cresce a cada dia, em função do crescimento do acúmulo de evidências obtidas através de milhares de experiências científicas realizadas em universidades de todo o mundo. Cito aqui Savely Avva, um dos grandes estudiosos do assunto, que nos diz :

"Não havendo definição para idéias tais como espírito ou corpo mental etérico, é sugerido que o biocampo é um dos campos físicos que podem ser estudados através da observação científica e generalização. Primeiramente, o biocampo como carregador do sistema geral de controle (o coordenador das funções do organismo), deve ser capaz de comunicar com todos subsistemas de controle do organismo incluindo a mente e memória, nervos, humor, e subsistemas de controle eletromagnético com seus diferentes transportadores de informação (elétrica, química, e eletromagnética), assim como o que a tradição chinesa chama de Qi - usualmente traduzida por energia vital - circulando através de meridianos de acupuntura e chakras. Em segundo, este biocampo deve ser responsável por todos fenômenos paranormais tais como informações anômalas de transferência (clarividência, premonição, etc.), psicocinese (interação com outros campos de aparelhos homem-máquina), e cura psíquica (normalização dos processos fisiológicos através da comunicação organismo-para-organismo como uma intenção)".

SóCultura - Muitas pessoas estão convencidas de que a ciência é capaz de fornecer respostas aos grandes questionamentos humanos. De acordo com um grande número de seres humanos "o que não pode ser comprovado cientificamente não deve ser levado a sério", e dessa maneira, as coisas relacionadas com a espiritualidade "devem ser descartadas". Como o senhor analisa essa questão?

Guglinski - Essas pessoas que estão convencidas de que a ciência pode fornecer todas as respostas são as que não conhecem em profundidade o que é a ciência. A comunidade científica se esmera em enaltecer o método científico (mostrando-o aos leigos como se se tratasse de uma ferramenta infalível de investigação).  Entretanto essa propaganda que os acadêmicos fazem é feita com o intuito de reforçar a credibilidade de que ele próprio (o cientista) desfruta na sociedade.

Existem também cientistas que não compartilham dessa opinião da maioria.  Entretanto suas vozes só chegam a um número reduzido de pessoas, porque quem detém o poder de divulgação é aquela tal maioria que não leva o assunto a sério.

Uma das conclusões a que cientistas honestos estão chegando ultimamente é quanto ao fato de que o método científico não é eficaz para a descoberta da realidade do mundo em que vivemos.  A ciência nos dá uma visão parcial. Claro que a maioria a que você se referiu não reconhece essa insuficiência do método cientifico. Um dos pressupostos do método cientifico é que toda experiência possa ser repetida, e os resultados verificados.  Recorrendo a esse pressuposto, os detratores dos fenômenos paranormais afirmam que eles não existem, porque não podem ser repetidos por experiências. Entretanto nem tudo pode ser repetido por uma experiência.  Suponha que um astrônomo observou a explosão de uma estrela, mas não conseguiu registrar o fenômeno. Ora, ele não pode convidar outros cientistas para comprovarem a sua observação, porque a estrela não vai explodir novamente.  Mas outras pessoas podem comprovar a observação do astrônomo, caso também tenham visto a explosão.  Nesse caso os céticos aceitam o testemunho de outras pessoas.  Mas em se tratando de fenômenos paranormais o testemunho não é aceito. Não é estranho?

Outra coisa: Não creio que os céticos aceitam só aquilo que é provado. É um engano. Tive, certa ocasião, uma discussão, pela Internet, com um grupo de estudiosos. Esses céticos só aceitam provas quando elas confirmam o ponto de vista que eles defendem. Se você apresentar uma prova incontestável que demonstre que o ponto de vista deles está errado, eles dão uma maneira de deturpar os fatos, para continuarem afirmando que estão certos, e para que possam ficar insistindo em que não existe prova em contrário. A mente humana é muito complexa, e pessoas que se dizem racionais agem irracionalmente quando suas crenças são abaladas por fatos. Essas pessoas simplesmente negam os fatos.

Isso acontece até com os cientistas. Sempre que novas experiências vêm a abalar as teorias vigentes, os velhos cientistas morrem negando tais novas experiências.  Por isso é que Planck, que propôs o quantum de energia, (conceito do qual se originou a Física Quântica) disse que a ciência avança sobre os cadáveres da velha geração, pois uma nova teoria revolucionária é aceita não porque convence os opositores, mas porque estes vão morrendo e novos cientistas vão nascendo em familiaridade com a nova teoria.  Planck disse isso porque o conceito de quantum que ele propôs não foi aceito pela comunidade científica naquela época. 

SóCultura - Outra questão interessante diz respeito ao tempo e seu significado. Muitos físicos, principalmente depois da teoria da Relatividade de Einstein, chegaram até mesmo a criar teorias mostrando que seria possível viajar no tempo. Que análise o senhor faz dessas teorias e qual o foi o papel de Einstein na interpretação do tempo?

Guglinski - Einstein criou a maior confusão entre os cientistas, pois da maneira como ele interpretou o significado do conceito espaço-tempo ele induziu os físicos a pensarem que o tempo tenha uma existência física real.  Vamos a seguir entender este ponto de vista einsteiniano.

Em recente livro lançado no final de 2001, o cientista Dr. Stephen Hawking aborda a questão da viagem no tempo, através da abertura de “buracos de minhoca” no espaço-tempo, conceito segundo o qual é possível viajar no tempo.

Essa nova teoria de viajem no tempo decorre da convicção que os físicos einsteinianos, como Hawking, têm de que o tempo possui existência real. Para entender do que se trata, vejamos de onde provém essa convicção.

A noção de tempo do físico einsteiniano está conectada à velocidade da luz.  Como se sabe, a velocidade da luz não pode ser ultrapassada, segundo os relativistas, porque é um postulado da relatividade. Então consideremos um acontecimento que esteja ocorrendo nesse exato momento, às 20:30 horas do dia 12 de fevereiro de 2002. Enquanto estou escrevendo estas linhas, alguns foliões estão pulando carnaval na Praça do Moinho, da praia do Peró em Cabo Frio.¹ A imagem desses foliões viaja pelo espaço, com a velocidade da luz. Como nenhuma nave em que possamos viajar pode superar a velocidade da luz, a imagem desses foliões do carnaval de 2002 nunca mais poderá ser vista por um terráqueo, pois nenhuma nave espacial pode alcançar a velocidade da luz.

A idéia de Hawking baseia-se na possibilidade, segundo ele, de se abrir um buraco no espaço-tempo, com uma máquina, e o viajante dentro dela é transportado instantaneamente para uma região do espaço onde a luz vai demorar anos para chegar. Hawking chama essa viajem de “passagem por um buraco-de-minhoca”. Basicamente, a idéia da Hawking é a seguinte.  Imagine que a imagem dos foliões do carnaval de 2002 demore 10 anos para chegar a um distante planeta X de outro sistema solar. E imagine que você, adentre a máquina de Hawking no ano de 2012, e que ela o transporte instantaneamente, através de um buraco-de-minhoca”, para o tal planeta X.  Ora, então você vai chegar ao planeta X no ano 2012, no mesmo instante em que chegará lá a imagem dos foliões do carnaval de 2002. Segundo a Teoria da Relatividade isso é uma viagem ao passado, pois você estará no ano 2012 ao partir do nosso planeta Terra, mas  voltará ao ano 2002 do planeta Terra quando chegar ao planeta X, pois ao chegar lá você estará ocupando uma região do espaço-tempo que corresponde ao ano 2002 da Terra.

Essa interpretação dos físicos einsteinianos é apenas um mal-entendido sobre a essência do tempo. O tempo na verdade não existe, ele não tem existência real. O conceito de tempo foi criado pelos cientistas apenas como um instrumento através do qual se medem as transformações da matéria. O conceito de tempo da relatividade, por estar em dependência da velocidade da luz (como conseqüência da experiência de Michelson-Morley) deu origem aos mais absurdos paradoxos, e os relativistas, como Hawking, admitem que eles são insolúveis, como o próprio Einstein admitia. O máximo que Hawking pode fazer com sua máquina-buraco-de-minhoca é conseguir a “imagem” de um passado que aconteceu. No nosso exemplo do carnaval de 2002, você, tendo partido da Terra em 2012 e chegado ao planeta X instantaneamente, teria que construir um potentíssimo telescópio lá naquele planeta, e dessa forma poderia observar a imagem dos foliões de 2002 chegando ao planeta X. Da mesma forma, sua máquina-buraco-de-minhoca poderia transportá-lo para um planeta Y onde a luz demore milhões de anos para chegar. Você poderia observar cenas cotidianas de dinossauros e homens pré-históricos que habitaram a Terra há milhões de anos. Naturalmente, quanto mais distante fosse o planeta a que você chegasse, mais potente teria que ser seu telescópio.  Mas em momento nenhum você estaria viajando no tempo. Você estaria apenas se deslocando mais rápido, pelo espaço, do que as imagens que a luz transporta pelo espaço. Espero que estes exemplos tenham propiciado uma compreensão razoável do que é o conceito espaço-tempo de Einstein. Trata-se de um bom conceito para a condução de experiências de laboratório, mas nunca dará suporte para viagens pelo tempo. 

Essa confusão que Einstein introduziu na Física com respeito ao conceito de tempo teve origem numa exigência do método científico: em uma experiência científica os resultados precisam ser medidos. Com efeito, a maneira pela qual um cientista pode verificar um resultado experimental é medindo-o. Mas a luz está presente em todo processo de medição (da maneira como Einstein interpretou). Então, para evitar que dois observadores em laboratórios (referenciais) distintos possam obter duas medidas diferentes de um mesmo fenômeno, Einstein “acorrentou” a passagem do tempo à propagação da luz, e desse aprisionamento do tempo nasceu o conceito espaço-tempo. 

¹ A primeira versão deste texto foi escrita no período de carnaval do ano de 2002. 

 

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