Muitas
pessoas pressentem que algo de misterioso ronda o fluir do tempo. A
teoria da relatividade ainda não consegue explicar muita coisa. Reinam
duvidas e controvérsias mesmo entre proeminentes cientistas. Duas
constatações feitas através de experiências reais, amplamente
comprovadas, trazem um novo entendimento sobre esse intrigante
fenômeno quando iluminadas por um ângulo novo.
A energia de cada pessoa, bem como de cada objeto
ou átomo, tanto na superficie da terra como no espaço exterior está em
conexão com a força de atração existente na fonte central de
irradiações que dá origem a tudo o que existe na Criação inteira.
Movimento é a conseqüência natural de energias irradiantes em ação.
Onde existir movimento existe a percepção do tempo. A observação do
movimento dá a sensação de que o tempo passa mas há uma realidade
maior, porque somos nós é que nos movemos dentro do tempo do nosso
ambiente. Podemos dizer então que o tempo não passa, nós é que nos
movemos. Como tudo o que existe foi lançado para longe da origem e com
esse afastamento houve simultaneamente um afundamento para baixo, esse
distanciamento trouxe, como último efeito, a percepção na Terra da
força da gravidade. A força observada na inércia éda mesmíssima espécie da força da gravidadee por essa
razão, ambas se atraem mutuamente. A inércia é percebida quando corpos
sofrem alteração na sua direção ou na intensidade de seu movimento,
pois tudo está imerso num substrato ainda não reconhecido pela ciência,
o tão falado “espaço vazio”, que na realidade não está vazio.
Albert Einstein demonstrou claramente que ambas as
forças são de igual espécie. Ele descreveu que o observador do
elevador em aceleração não pode diferençar a força da gravidade da
força da inércia. Esse fato desvenda o “paradoxo da força centrífuga”
revelado por Galileu, fenômeno ainda não explicado pela ciência. Sua
experiência com bolas movidas pelas forças da gravidade e da inércia,
enquanto percorrem um plano inclinado e um em arco, demonstra na
prática que as forças da inércia e da gravidade se somam por que ambas
são atraídas entre si pela espécie homóloga.
Quando estamos bem afastados da concentração de matéria da Terra,
notamos exclusivamente a presença da inércia. Na Terra forças
minúsculas que existem a partir de cada átomo, somando-se uma às
outras, atuam nos corpos que estão em sua proximidade atraindo-os para
o centro do planeta. Quando o grau dessa força aumenta ou diminue, com
a aproximação ou afastamento da superfície,
a medição do tempo também se altera correspondentemente. De forma
semelhante, na aceleração, a inércia também causa alteração na
percepção do tempo.
Einstein
foi um cientista muito especial, dotado de uma sabedoria que sentia
nas pontas dos dedos. Ele intuía a solução de um fenômeno e depois
procurava racionalizar e comprovar sua teoria. Ele pensou numa
possibilidade teórica, chamada de “o paradoxo dos gêmeos”, onde havia
a possibilidade de modificação do tempo na natureza. A concepção
mostra que se um dos gêmeos viajasse a grandes velocidades, estaria
mais jovem no regresso do que o gêmeo que não viajara. Em outubro de
1971 foi desenvolvida uma experiência prática, conduzida por J.C.
Rafele e R.E. Keating, onde sua teoria foi amplamente comprovada com
relógios atômicos de césio a bordo de aviões a jato. Isso comprovou
que o pensamento de Einstein estava certo e que o tempo pode mesmo ser
alterado quando um relógio é acelerado. A experiência provou que o
relógio é que passa e o tempo medido por ele é apenas uma percepção do
seu movimento, mais rápido ou mais lento. Nessa experiência, os
relógios atômicos de césio (de precisão absoluta) foram colocados em
jatos comerciais. Um relógio ficou em Washington enquanto outros
voaram ao redor do mundo, um em direção à leste e outro em direção ao
oeste, até completarem uma volta e retornarem ao ponto de origem. Na
volta, o que voou à leste perdeu 59 nanosegundos e o que voou ao oeste
ganhou 273 nanosegundos em relação ao que ficou estacionado em
Washington. Para o entendimento completo dessa experiência devemos
levar em conta os dois componentes já identificados acima. Um está
ligado ao potencial gravitacional, porque ao
voar quilômetros acima do nível do mar, o afastamento da
superfície faz aumentar a freqüência
emitida pelo césio. Contrariamente o efeito cinético, ao ser vencida a
inércia, reduz essa mesma freqüência
sobrepondo àquela causada pelo efeito gravitacional.
Pelo
efeito da rotação da Terra, que se move em direção à leste numa
velocidade de 470 metros por segundo, os aviões,
movendo-se dentro da atmosfera,
acompanham essa mesma rotação. O fenômeno precisa ser analisado
levando-se em conta que um dos aviões se desloca, em relação ao
relógio que ficou estacionado em
Washington, com a soma de sua velocidade à da rotação da Terra,
enquanto que o outro, que vai em direção oposta, subtrai sua
velocidade à velocidade de rotação da Terra.
Conseqüentemente, o que caminhou para
leste se atrasou, porque o que
mais pesou foi a velocidade da rotação da Terra,
a qual é muito maior que a velocidade
dos jatos. Com relação a essas velocidades diferentes, devemos levar
em conta o efeito cinético causado nos átomos de césio dos relógios.O
fenômeno que ocorreu dentro do átomo foi provocado pelo efeito da
força da inércia quando submetidoàs diferentes acelerações.
A
matemática afirma erroneamente que quando um corpo é acelerado sua
massa aumenta; por conseguinte,
átomos movendo-se a grandes
velocidades deveriam possuir elétrons mais massivos. Quando se calcula
a massa do elétron usando-se as fórmulas tradicionais,
obtém-se como resultado
uma massa maior, porque de acordo com
a aplicação da equação de Bohr, átomos formados com elétrons mais
pesados devem emitir radiações eletromagnéticas com níveis de
freqüência maiores. Entretanto, isso não écompatível
com a menor freqüência observada na desintegração de múons a
altas velocidades. Sabemos, de observações experimentais, que
partículas em altas velocidades se desintegram com níveis de
freqüência menores, ou seja indicam menor massa. Isso
foi claramente observado com os múons em experimentos
espectroscópicos. O Dr. Paul Marmet, professor de física da
Universidade de Ottawa, que estudou matematicamente esse assunto em
profundidade, demonstra em um de seus livros novas fórmulas
ajustadasincluído um novo fator matemático que até então era
ignorado. Desta forma os cálculos passaram a coincidir com as
observações práticas.
O
fenômeno acima, que implica em uma alteração do tempo, também ocorre
em esferas mais etéreas das matérias bem como nas esferas espirituais,
acima delas. Desta forma quando estamos nos movimentando
espiritualmente com maior vigor, obtemos muito maior velocidade dado a
leveza desses planos. Percebemos com nossa intuição que a percepção do
tempo material se modifica quando comparada à de um plano menos
pesado.
Para
esclarecer a componente gravitacional do experimento, vamos descrever
sumariamente a experiência de Pound & Snider, feita na torre da
Universidade de Harvard em 1965, quando foi comprovado o experimento
de Pound & Rebka. Um átomo de Fe57 foi medido por um spectroscópio
Mossbauer, no topo e na base da torre. Os raios gama emitidos pelo
Fe57 apresentaram diferentes “desvios para o vermelho”* quando
expostos ao potencial gravitacional existente no topo e na base da
torre. Observou-se que a massa desse mesmo átomo é menor na base da
torre quando comparado à medida no topo da torre. O elétron desse
átomo, quando localizado na base da torre, tem um raio Bohr** maior do
que quando medido no topo da torre a 22,5 metros acima. Ficou patente
que os fótons emitidos na base da torre apresentam um comprimento de
onda mais longo, ou seja, o Fe57 tem menor massa quando está na
base da torre.
Em resumo
o relógio atômico quando acelerado cronometrou um tempo
diferente, mais devagar, porque o
elétron do átomo de césio, que dá a precisão ao relógio aumentou o
Bohr-radius devido ao efeito cinético, o
qual se sobrepôs ao efeito
gravitacional, que atuou em sentido contrário atrasando-se um
pouco com relação ao outro que ficou em terra.
Um
comentário final sobre jovens que dizem que o tempo não passa, e
velhos que dizem que o tempo parece voar. Em ambos os casos trata-se
de percepções adquiridas somente no âmbito material. O intelecto da
criança compara o pouco tempo já vivido em sua memória contra o futuro
ainda a percorrer. Isso é deveras insignificante e parece ao jovem
que o tempo não passa. Ao contrário, o intelecto do velho cidadão
compara em sua memória o tempo já vivido contra o pouco tempo que
ainda dispõe para viver. Ou seja proporcionalmente o tempo voa ao
comparar o enorme tempo que já passou. Outro exemplo que está adstrito
a somente à matéria é o caso do tempo que sentimos na cadeira do
dentista. Um minuto parece eterno por que estamos ansiosos para
terminar o sofrimento e isso nos conecta exclusivamente ao plano
material daqueles poucos minutos. Quando entramos a fundo nas leis da
natureza vemos que existe dentro de cada um de nós uma outra vida, a
vida espiritual. Para estes que estão despertos para essa vida
espiritual, existe a sensação nítida de que o tempo terreno parou
quando sua dinâmica espiritual está a todo o vapor.
*Desvio para o vermelho, ou “Doppler
redshift”, é o deslocamento das linhas de um espectro de freqüências,
em direção aos maiores comprimentos de ondas. Há também o desvio para
o vermelho gravitacional, ou desvio para o vermelho de Einstein,
causado não pelo efeito Doppler, mas notado no espectro
eletromagnético pelo aumento do campo gravitacional. ** Neils Bohr
radius é, por exemplo, para o elemento Hidrogênio = 5.2717*10 –11m, ou
seja, é o tamanho do raio na órbita do elétron de qualquer elemento,
dado um determinado potencial gravitacional ou cinético.