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Os
seres humanos, como qualquer outro ser vivo, tem necessidades a
serem atendidas. Alimentação, moradia, vestimentas, lazer. O ser
humano além de ser dotado de cérebro, que o habilita a lidar
racionalmente com o mundo material, é também de natureza
espiritual, e portanto sua essência pode e deve buscar o
aprimoramento de forma consciente, em que o instinto deve ser guiado
pelo espírito, caso contrario o ser humano poderia viver em
cavernas ou dormir em troncos de árvores como os macacos. Eis a
grande diferença entre o humano, com aptidões para reconhecer o
funcionamento automático das leis da Criação, e o animal cuja
vida se restringe ao puramente instintivo.
Assim
os grupamentos humanos passaram a organizar a produção, distribuição
e consumo dos bens necessários. Contudo os sistemas engendrados se
foram distanciando da naturalidade, voltando-se principalmente para
objetivos imediatistas ditados pelo egocentrismo.
Na
fase inicial quando se pensava em economia política, pensava-se em
como aumentar a riqueza de um reino, ou mais precisamente dos
detentores do poder que tinham em suas mãos o comando das decisões.
Mais tarde surgiram os sistemas econômicos e as teorias humanas
para explicar e justificar as atitudes e comportamentos, a ciência
econômica e suas correntes de pensamento: o liberalismo, o
intervencionismo e o socialismo. O liberalismo tem como características
ter procedido da escola fisiocrática que ainda buscava explicações
no funcionamento das leis naturais. Atualmente dá ênfase ao
mercado e ao distanciamento do Estado da vida Econômica. O
Intervencionismo focaliza as crescentes desigualdades apregoando a
necessidade da participação do poder público para regulamentar a
atividade econômica.
Atualmente,
nenhuma das correntes de pensamento econômico conseguiu alcançar
os fins a que se propunham. A economia mundial entrou num impasse
critico em que tudo está levando à estagnação da atividade, seja
no Japão, na Europa, e também já apresentando visíveis sinais na
economia norte-americana.
A
economia tendeu para uma atuação inteiramente subordinada ao
dinheiro, às finanças. Mas como num sistema hidráulico
desequilibrado, o dinheiro vai para os reservatórios de acumulação
sem refluir para os consumidores, permanecendo estagnado na
progressiva concentração financeira especulativa. Assim criou-se
um mundo econômico artificial, dependente sempre de novos estímulos
para injetar recursos e manter a circulação, seja através da
intervenção do Estado, ou da fase inicial dos processos de inflação,
ou do efeito riqueza produzido pelas bolhas especulativas.
Mas
presentemente não está ocorrendo nenhum desses estímulos, e as
incertezas se avolumam, assim estamos caminhando para uma provável
recessão mundial, que poderá ser mais drástica do que todas as
outras face a magnitude dos problemas. Há muita liquidez, contudo não
há muitas oportunidades de investimentos e os retornos não
oferecem mais o atrativo daquelas margens escandalosamente elevadas.
Nos
países atrasados, a inflação foi substituída pelo endividamento,
mas neste momento de apreensões gerais dos investidores, os empréstimos
estão suspensos, o que gera um ambiente de inquietação e
insegurança. No Brasil estamos encerrando mais um ciclo de aplicações
teóricas sem efetivamente levar em consideração a economia real e
as suas necessidades, como seria o lógico para a obtenção de
resultados benéficos. Assim estamos com o patrimônio diminuído e
as dividas aumentadas.
Lamentavelmente,
tudo isso que se passa entre os humanos, não decorre de uma situação
casual, mas sim da eclosão dos efeitos cumulativos de uma forma de
viver superficial, sem atentar para a Vontade Divina que se inscreve
nas leis da Criação.
E
acontece com a ciência da economia, a mesma separação que ocorre
com as demais em relação aos seres humanos. “Essa separação
não precisava existir, porque a humanidade inteira tem pleno
direito à ciência. Pois esta procura apenas tornar mais compreensível
a dádiva de Deus, a Criação. A atividade propriamente de cada
ramo da ciência se encontra na tentativa de perscrutar mais de
perto as leis do Criador, a fim de que essas, pelo seu conhecimento
mais apurado, possam ser utilizadas mais proveitosamente para o bem
da humanidade.” (Mensagem
do Graal, de Abdruschin, Vol. 2, pg. 225).
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