Home

    E-Mail

ESPIRITUALIDADE

Você está em : Página Inicial > Espiritualidade

Arte

História da Arte

Música

Cultura

Filosofia

História

Ciência

Economia

Literatura

Sociedade

Espiritualidade

Poesia

Canal Universitário

Administração

Informação

Livros

Sites Culturais

Artigos em Destaque

 

Outros Destaques

Noite em claro : o espírito pede socorro

Entrevista com o cientista Vladimir Guglinski
Os limites da ciência
Carma
A missão de Jesus

A Antiga Babilônia

 

Aproveite a nossa parceria com as livrarias Siciliano e Cultura e receba em casa os melhores livros selecionados pela nossa equipe

 


           

 

 Espiritualidade
Considerações sobre Energia, Espaço, Tempo e Matéria

 Por Fernando Ribeiro dos Santos

Energia, Espaço, Movimento e Tempo

"Energia" é também espírito. A energia conhecida por nós na matéria é um efeito de irradiações provenientes do plano Espiritual. Após o surgimento da Criação, irradiações se afastaram do plano Espiritual de forma que, longe da fonte original, se manifestaram também nas matérias que estão muito mais abaixo. Seu último sedimento é a matéria grosseira em que vivemos. Ela se apresenta como movimento, calor e vida, se é que se pode falar em vida real na matéria. Sem auxílios superiores, a materialidade não poderia ser incandescida com calor e vida, que provêm na realidade de esferas altíssimas da Criação.

A energia observada pelos estudos da física e da química é, pois, uma forma especial da força espiritual, que abrange muitas gradações.

Movimento é a conseqüência natural de energias irradiantes em ação. Portanto, onde existir movimento, houve antes uma energia propulsora proveniente de uma vontade e sua conseqüente ação. A natureza com sua força vital são efeitos de uma vontade superior que se tornou ação nas materialidades.

Como conseqüência disso um espaço delimitado foi criado. Nele, tudo está em movimento, pois a ação dessa vontade é a própria irradiação que se desdobra em movimentos. Através da observação do movimento é que o tempo é percebido.

O tempo deve ser entendido como uma grandeza perceptível mediante um movimento e não como se o tempo passasse. A percepção do tempo está sempre associada ao movimento. Por exemplo com o movimento dos ponteiros do relógio percebemos nossa passagem dentro do tempo. A definição de tempo dada por Albert Einstein (1879-1955) é de que o tempo é o que podemos medir com um relógio. E o relógio nada mais é do que um movimento de uma determinada intensidade que levamos preso ao pulso.

Velocidade é o grau de intensidade do movimento pelo qual uma distância é percorrida. Podemos medir a velocidade com uma unidade qualquer de distância percorrida, dividida pelo tempo decorrido. A unidade comumente adotada para medir distâncias é o metro. Porém o metro, na sua mais fundamental definição, é cerca de 1/300.000.000 da distância percorrida pela luz no vácuo em um segundo, ou seja a unidade metro é uma referência da intensidade de uma fração do movimento da luz no vácuo usada como padrão. O grau de intensidade do movimento é percebido como sendo o escoamento de um tempo maior ou menor, mas o tempo só é percebido através da movimentação.  

O reino das materialidades é constituído por várias espécies diferentes, que não se misturam entre si. Simplificadamente, podemos distinguir duas espécies de matérias, a saber: a matéria grosseira e a matéria fina. Além desse reino material e acima dele há o reino espiritual, de onde provém o nosso espírito humano. Reunidos esses três planos, podemos dizer que o ser humano terreno é constituído de três corpos distintos: um corpo espiritual, um corpo de matéria fina e um corpo material grosseiro.

Nos vários planos que constituem a Criação, temos espaços-tempo diferentes e, conseqüentemente, podemos ter percepções distintas do tempo de cada plano, na medida em que nos concentramos em assuntos mais materiais ou mais espirituais. Ao contrário do que se costuma dizer: “o tempo passou”, nós é que nos movemos no espaço-tempo de cada plano existente.

Na matéria grosseira, o tempo padrão pelo qual nos referimos diariamente para ir ao trabalho, marcar encontros, dormir, acordar, etc. é o percebido pelo movimento da Terra em torno do Sol, o qual, para fins práticos, medimos pelo relógio comum. Há uma outra percepção de tempo, que é o tempo subjetivo que podemos experimentar em certas situações comuns a todos nós. Esses tempos são percebidos diferentemente porque provêm de planos diferentes, apesar de serem fenômenos da mesma espécie.

Esse tempo material grosseiro parece não poder ser alterado. O outro tempo observável, o tempo subjetivo, provém do nosso íntimo. Esse tempo é causado por nós mesmos quando nos movimentamos espiritualmente e aplicamos nossa vontade concentrada em alguma direção. Essa percepção é de âmbito mais fino e depende da intensidade das vivências do espírito humano.

O tempo do nosso corpo e das coisas que nos cercam é o tempo do âmbito da natureza, cuja existência independe da nossa vontade. A percepção desse tempo grosso-material cessa por ocasião da morte. O espírito humano, com seu corpo de matéria fina, continua existindo conscientemente mesmo após a morte terrena. O núcleo espiritual, o próprio ser humano real, mais o corpo de matéria fina, pode ser chamado de alma humana.

A percepção do tempo humano, em âmbito espiritual, varia de pessoa a pessoa. Pode variar segundo nossa disposição íntima a cada momento. Em certas situações podemos perceber horas em apenas poucos minutos. Parece então que o tempo quase parou. Mas o tempo não passa nem oscila, nós é que nos movimentamos espiritualmente maior ou menor grau. Quando nos movimentamos espiritualmente com maior intensidade, o tempo da natureza que nos cerca parece ser nitidamente um outro tempo. Realmente assim é, porque, com a mudança da intensidade do movimento espiritual e a conseqüente maior velocidade, a referência com o tempo percebido na natureza se destaca mais claramente. Quando lemos um livro, ou quando nos concentramos totalmente em qualquer assunto importante, essa impressão fica mais evidente.

As viagens pelo tempo imaginadas por nós e visto em filmes não são possíveis como sonham uma grande maioria. Entretanto, todos os acontecimentos do passado ficaram registrados com todos os seus detalhes, de modo que pelo seu acesso poderemos como que “viajar no tempo” para trás. Mas alterar o passado viajando para uma outra dimensão e refazer o que foi feito, é coisa impossível.

Albert Einstein foi um cientista muito especial, dotado de uma sabedoria que ele sentia nas pontas dos dedos. Ele intuía a solução de um fenômeno e depois partia em busca de racionalizar e comprovar sua teoria. Devemos a ele um enorme progresso na explicação dos fenômenos que nos cercam, apesar de não ter alcançado uma teoria unificadora de toda a Verdade que ainda será desvendada em futuro próximo.

Ele pensou em uma possibilidade teórica, que chamou de “dedanken experiment”. À essa teoria chamou de “o paradoxo dos gêmeos”, onde haveria a possibilidade de modificação do tempo da natureza. Após sua morte, houve, em Outubro de 1971, uma experiência prática, conduzida por J.C. Rafele e R.E. Keating, onde sua teoria foi amplamente comprovada. A partir disso, se divulgou a concepção de que se um de dois gêmeos viajasse a grandes velocidades, estaria mais jovem no regresso do que o gêmeo que não viajou.

O que realmente ocorreu nessa experiência foi que a vibração do átomo de césio, que fornece o padrão de referência para o funcionamento do relógio atômico, teve reduzida sua freqüência. Conseqüentemente, o relógio que ficou em terra leu diferentemente o movimento da vibração atômica em comparação ao relógio que se deslocou e ambos apresentaram uma diferença de tempo.

Na experiência Rafele-Keating relógios atômicos de césio foram colocados em jatos comerciais. Um relógio ficou em Washington enquanto outros voaram ao redor do mundo, um em direção à leste e outro em direção ao oeste, até completarem uma volta e retornarem ao ponto de origem. Na volta, o que voou à leste perdeu 59 nanosegundos e o que voou ao oeste ganhou 273 nanosegundos em relação ao que ficou estacionado em Washington.

Para o entendimento completo dessa experiência devemos levar em conta dois componentes distintos. Um está ligado ao potencial gravitacional, porque ao voar quilômetros acima do nível do mar, os aviões aumentam em parte a freqüência emitida pelo césio. Contrariamente, o efeito cinético reduz essa mesma freqüência, sobrepondo àquela causada pelo efeito gravitacional.

Pelo efeito da rotação da Terra, que se move em direção à leste numa velocidade de 470 metros por segundo, os aviões, movendo-se dentro da atmosfera, acompanham essa mesma rotação. O fenômeno precisa ser analisado levando-se em conta que um dos aviões se desloca, em relação ao relógio em Washington, com a soma de sua velocidade à da rotação da Terra, enquanto que o outro, que vai em direção oposta, subtrai sua velocidade à velocidade de rotação da Terra. Conseqüentemente, o que caminhou para leste se atrasou, porque o que mais pesou foi a velocidade da rotação da Terra, a qual é muito maior que a velocidade dos jatos. Com relação a essas velocidades diferentes, devemos levar em conta o efeito cinético causado nos átomos de césio dos relógios.

A física afirma que quando um corpo é acelerado sua massa aumenta; por conseguinte, átomos movendo-se a grandes velocidades devem possuir elétrons mais massivos. Quando se calcula a massa do elétron usando-se fórmulas tradicionais, obtém-se como resultado uma massa maior, porque de acordo com a aplicação da equação de Bohr, átomos formados com elétrons mais pesados devem emitir radiações eletromagnéticas com níveis de freqüência maiores. Entretanto, isso não é compatível com a menor freqüência observada na desintegração de múons a altas velocidades. Sabemos, de observações experimentais, que partículas em altas velocidades se desintegram com níveis de freqüência menores. Isso foi claramente observado com os múons em experimentos espectroscópicos. O Dr. Paul Marmet, professor de física da Universidade de Ottawa, que estudou matematicamente esse assunto, demonstra em seu livro novas fórmulas ajustadas com o fator até então ignorado, ou seja a constante de Plank, de forma que os cálculos passam a coincidir com as observações práticas.

Para esclarecer o componente gravitacional desse fenômeno, vamos descrever sumariamente a experiência de Pound & Snider, feita na torre da Universidade de Harvard em 1965, quando foi comprovado o experimento de Pound & Rebka.

Um átomo de Fe57 foi medido por um spectroscópio Mossbauer, no topo e na base da torre. Os raios gama emitidos pelo Fe57 apresentaram diferentes “desvios para o vermelho”* quando expostos ao potencial gravitacional existente no topo e na base da torre. Observou-se que a massa desse mesmo átomo é menor na base da torre quando comparado à medida no topo da torre. O elétron desse átomo, quando localizado na base da torre, tem um raio Bohr** maior do que quando medido no topo da torre a 22,5 metros acima. Ficou patente que os fótons emitidos na base da torre apresentam um comprimento de onda mais longo, ou seja, o Fe57 tem menor massa quando está na base da torre.

O relógio atômico, quando acelerado a uma grande velocidade, cronometrou um tempo diferente, como se este tivesse passado mais devagar, porque o elétron do átomo de césio, que dá a precisão ao relógio, aumentou seu Bohr-radius devido ao efeito cinético, o qual se sobrepôs ao efeito gravitacional, fazendo com que se atrasasse um pouco com relação ao outro que ficou em terra, quando se deslocou na direção leste. Na realidade,  o fenômeno da gravidade é um efeito do afastamento da fonte original da irradiação de forças, e a aceleração, com o efeito inercial, produz alterações semelhantes como já comprovado na prática. Ambos os fenômenos são da mesma espécie, apesar de se apresentarem de forma diferente.

*Desvio para o vermelho, ou “Doppler redshift”, é o deslocamento das linhas de um espectro de freqüências, em direção aos maiores comprimentos de ondas. Há também o desvio para o vermelho gravitacional, ou desvio para o vermelho de Einstein, causado não pelo efeito Doppler, mas notado no espectro eletromagnético pelo aumento do campo gravitacional..

** Neils Bohr radius é, por exemplo, para o elemento Hidrogênio = 5.2717*10 –11m, ou seja, é o tamanho do raio na órbita do elétron de qualquer elemento, dado um determinado potencial gravitacional ou cinético.

 

__________________________________________________________________________

 CONTINUAÇÃO

Causa, Efeito, Livre Arbítrio

Inércia, Gravidade e Relatividade

Ser Humano, espírito humano

ANTERIOR: O que é Espírito?

Fale com o autor

  Deixe sua opinião aqui

 

INDIQUE ESTE TEXTO PARA UM AMIGO!

Título do texto                                                                                       

Seu nome:

Seu e-mail:  

Nome do seu amigo:  

E-mail de seu amigo:

 

 

 

 

 

 

                             Volta para a primeira página            
PÁGINA ANTERIOR | PÁGINA INICIAL | FALE CONOSCO

Copyright © 2001-2004 by SóCultura.com ® 

Todos os direitos reservados


Título

 aqui
Ut

 


Título aqui
Ut