Aproveite
a nossa parceria com as livrarias Siciliano e Cultura e receba em
casa os melhores livros selecionados pela nossa equipe
Espiritualidade
Considerações sobre Energia, Espaço,
Tempo e Matéria
Por
Fernando Ribeiro dos Santos
Causa, Efeito, Livre Arbítrio
Os seres humanos
têm a capacidade de formar o seu ambiente mais próximo quando emitem
irradiações que provém de decisões de sua própria livre vontade. O
grande filósofo espanhol Ortega y Gasset (1883-1955) bem sintetizou
isso quando disse que o homem é ele próprio e sua circunstância. O
livre-arbítrio, característica inerente ao espírito humano, pode
produzir coisas boas ou más, especialmente a cada um de nós
próprios.
Quanto ao
livre-arbítrio de uma pessoa – ou de um grupo de pessoas – poder
impactar o livre-arbítrio de outra, ou de outro grupo, deve-se
considerar que ninguém encontra-se sem proteção adequada, desde que
esteja alerta e em estado de vigilância, mantendo limpo o foco de seus
pensamentos e sentimentos intuitivos.
A palavra humana
possui um poder insuspeitado. Quando proferimos palavras estamos
emitindo irradiações em vários planos diferentes das matérias. Mesmo
quando apenas pensamos, emitimos irradiações. Quando falamos, podemos
sentir as irradiações provocadas no ar. Quando gravamos palavras, como
por exemplo nos discos ou fitas, ou mesmo em arquivos de computador, o
efeito grosso-material dessas irradiações podem ser vistos com todos
os detalhes em osciloscópios ou em gráficos de computadores, que
representam as formas de ondas dos sons das palavras na tela.
Também a atividade
cerebral pode ser mapeada por instrumentos eletrônicos, mas não o
efeito fino-material dos pensamentos, porque estes atuam numa matéria
mais fina.
Toda a atuação de
qualquer ser humano produz automaticamente uma irradiação. Sejam ações
visíveis e palavras ou pensamentos apenas. Tudo produz um efeito
retroativo após cada irradiação. Esse efeito não cessa, ao contrário,
tal qual uma sementeira, principia a germinar e crescer até produzir
frutos correspondentes. Esses frutos, bons ou maus, serão colhidos
pelo autor mais cedo ou mais tarde.
Dos efeitos
retroativos de ações anteriormente praticadas por nós, existem
primeiramente apenas formas difusas que indicam tênues possibilidades
de um acontecimento futuro. Porém, quando isto avança mais e mais na
mesma direção, as probabilidades de tal acontecimento aumentam em
altas percentagens. Nestes casos algo já tomou forma na matéria mais
fina e será possível antever um provável futuro acontecimento na
matéria grosseira.
Pode ser que, uma
vez ou outra, advertências cheguem através de pessoas sensitivas ou
diretamente ao interessado em forma de sonhos, ou intuições,
advertindo sobre um acontecimento. Na matéria fina, o evento ainda não
se tornou forma suficientemente forte e pode ainda ser alterado, caso
o autor modifique-se e passe a irradiar outras formas, de espécie
diferente da inicial.
Porém, quando se
der o real acontecimento na matéria mais fina, então nada mais pode
impedir o acontecimento na matéria grosseira. Isso se passa
semelhantemente a quando alguém bate com um martelo na madeira, visto
de uma grande distância. Se vê o martelo bater na madeira primeiro,
mas se ouve o som, como seu efeito, somente um tempo depois.
Semelhantemente acontece na matéria mais fina, e o efeito futuro
visível na matéria grosseira. Mais cedo ou mais tarde o efeito final
se desencadeia, atingindo o autor.
Profecias existem
para advertir a humanidade para o bem geral de todos, enquanto
modificações ainda podem formar-se. Também há profecias para comunicar
à humanidade promessas, como por exemplo a vinda de um Messias ou de
fenômenos mundiais que ocorrerão no futuro. As profecias do primeiro
tipo são possíveis pela leitura de efeitos coletivos de decisões
entrelaçadas de grande quantidade de indivíduos ocorridas no passado.
Quando não houver
mais possibilidade de alteração e a ação já ocorreu nos planos mais
altos, temos as premonições e visões de fatos antes de seu
acontecimento grosseiro, porém aí não se pode mais mudar nada disso.
Dessa forma, podemos ver que o predeterminismo nada mais é do que um
efeito de decisões anteriormente tomadas. O que existe, de fato, são
somente ações provenientes de decisões prévias segundo o
livre-arbítrio humano.
O movimento que se observa no nosso Universo,
proveniente das vontades superiores, é um reflexo longínquo do “Verbo”
que provocou o lançamento de uma energia formidável a distâncias
inimagináveis. A Vontade do Criador gerou com o “Faça-se a Luz” a
Criação Primordial. Após isso, a distâncias lendárias, mais para
baixo, ou seja, mais afastadas da Luz, é que surgiu a Criação
Espiritual. Nós, seres humanos em desenvolvimento, poderemos em um
futuro longínquo, caso possamos achar o caminho de volta em direção ao
Reino Espiritual, retornar à nossa origem. Encontraremos então a nossa
verdadeira pátria, o Paraíso, onde não existe mais nenhuma partícula
de matéria, seja grosseira, mediana ou fina.
O plano das matérias são os mais afastados em
direção para baixo; situam-se no fim do após-Criação. A Terra, onde
nos encontramos, está numa região muito mais baixa e inferior desse
após-Criação onde aparecem as “matérias”, sendo que dessas estamos na
mais “grosseira”. É o ultimo sedimento das irradiações que vemos com
os olhos do nosso corpo de carne e osso. Nos movimentos astronômicos,
bem como no microcosmo, encontram-se apenas os efeitos indiretos das
vontades superiores. A matéria advém, portanto, das vontades que
através de diferentes irradiações combinam e produzem os átomos, os
elementos, e tudo o mais que a ciência conseguiu descobrir e catalogar
até agora.