Segundo Roselis
von Sass, no livro “Atlântida, princípio e fim da grande
tragédia”, os habitantes da Atlântida eram naquela época os
seres humanos da Terra que mais haviam se desenvolvido
espiritualmente. Lá não havia sacerdotes nem templos, eles
veneravam o Onipotente Criador. Eles realizavam suas devoções
a céu aberto, nas pedras de altares colocadas no meio de belas
florestas de carvalhos. Eles haviam recebido o saber sobre o
Heliand, o cálice da vida, e posteriormente ficaram sabendo
que os espíritos dos mundos superiores o designam como o Santo
Graal.
O saber
espiritual abrange o conhecimento do desenvolvimento da
Criação e das leis que regem a evolução do germe espiritual.
Abrange o saber da finalidade da vida, a sua origem e o seu
significado.
Os celtas e os
sumérios provavelmente derivaram do remanescente dos povos
refugiados da antiga Atlântida, o continente perdido
mencionado pelo sábio Platão 400 anos antes de Cristo. Mas a
Atlântida é bem mais remota. Calcula-se em torno de dez mil
anos o seu desaparecimento, submergindo no oceano.
Os sumérios se
alojaram na região da Mesopotâmia entre os rios Tigre e
Eufrates. Eles conservaram intacto o saber espiritual
notabilizando-se como os sábios da Caldéia. Segundo Roselis
von Sass, seu derradeiro feito monumental teria sido a
construção da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito.
Com certeza o
saber original dos celtas nos tenha chegado de forma confusa e
obscura, mesmo assim muitas informações foram deixadas através
das lendas célticas, embora tenham sido considerados povo
“pagão”. O seu habitat primitivo parece ter sido o sudeste da
Alemanha sendo que migraram para outras regiões, inclusive
para as ilhas britânicas.
Segundo Sirona
Knight, no livro Explorando o Druismo Celta, “o cálice
representa o caldeirão mágico, o graal, a fonte da vida e o
poço da inspiração”. Portanto não seria de estranhar que tal
conhecimento tivesse chegado até aos tempos do Rei Arthur,
sendo posteriormente retirado de circulação por um poder
terreno mais forte e tendo ressurgido mais tarde através dos
templários, numa versão distorcida de sua realidade primitiva.
No livro Artur,
Universo Angus, de Orlando Paes Filho, o Graal está definido
como “o símbolo da plenitude espiritual, diretamente
relacionado com o caldeirão da abundância céltico cujos
alimentos são inesgotáveis. Chrétien de Troyes retomou a
temática celta em Perceval, no qual o Graal é um receptáculo
com conteúdo não especificado. Para Wolfram Von Eschenbach, o
graal é uma pedra guardada pelos cavaleiros templários. A
partir de Robert de Boron, em fins do século XII, o graal foi
cristianizado e se tornou o cálice de Cristo na última ceia e
continha o seu sangue recolhido da cruz, levado depois por
José de Arimatéia para a Inglaterra”.
“Ninguém sabe o
que aconteceu com o cálice em que Jesus bebeu na noite em que
instituiu a ceia do Senhor”. É o que escreve Erwin Lutzer em A
fraude do Código Da Vinci.
Para ele, “lendas
afirmam que foi dado a José de Arimatéia, mas não podemos ter
certeza disso. O que realmente sabemos é que, no século XII,
circulavam histórias sobre o cálice, chamado Santo Graal, o
qual, acreditava-se, teria poderes mágicos. Tais lendas, na
verdade, baseavam-se em superstições celtas sobre o cálice
como símbolo da transformação e renovação espiritual”.
De fato, o Graal
era e é um conceito de natureza puramente espiritual.
Evidentemente, não há o que se estranhar se os humanos, com o
seu afastamento do saber espiritual vão modificando e
adaptando o antigo conhecimento de povos intuitivos para uma
conceituação material subordinada a categoria tempo-espaço, a
única forma compreensível ao raciocínio desvinculado da
intuição.
Segundo o livro
“Jesus o Amor de Deus”, Ed. Ordem do Graal na Terra, disse
Jesus aos seus discípulos: ”Eu não voltarei para o Juízo
Final, mas virá o Filho do Homem. Descerá do céu, como fora
predeterminado desde que a Terra existe. Ele, como eu, é Filho
de Deus. Ao mesmo tempo é também rei do eterno e supremo
templo, nas alturas, do qual já vos falei. Seus servos
assistem junto ao Cálice da força divina, e providenciam a fim
de que em determinadas épocas, preestabelecidas pelo Criador,
possam fluir torrentes de águas vivas que se derramam pelo
Universo, vivificando-o e renovando-o.”
Nada mais que os
seres humanos tenham ocultado pela sua incapacidade de
compreensão, pela sua ignorância ou má fé, permanecerá oculto.
A força da Luz agora põe tudo à mostra para que se conheça a
verdade e com ela a libertação.
Assim, surgem
agora de todos os lados referências ao Santo Graal. Confusas e
obscuras, não obstante cumprindo o seu papel de redespertar a
necessidade da busca, da busca para o saber e viver com
plenitude.
O livro
Reencontro com o Homem Sábio – Em Busca do Santo Graal (Ed.
Marco Zero/Nobel), oferece aos leitores uma perspectiva que
visa mostrar a importância do fortalecimento da intuição para
a compreensão dos enigmas que os humanos criaram ao longo dos
anos, seja por incompreensão ou mesmo por conveniências
políticas, eliminando conhecimentos que não fossem do
interesse das classes dominantes.
O livro narra o
reencontro do jovem, empenhado em dar um sentido a sua vida,
com o Homem Sábio e sua mulher, e outros convidados, buscando
explicações sobre a evolução da humanidade nesses dois
milênios da era cristã, dedicando especial atenção ao poder da
feminilidade. Para compreender o significado da vinda de Jesus
eles fizeram uma jornada até ao Egito dos Faraós.
Na tentativa de
compreender o mundo neste início de século, eles concluem que
a intolerância e o fanatismo religiosos afastaram os seres
humanos das leis da Criação. O Homem Sábio também fala sobre o
significado do Santo Graal, a fonte da vida.
Elucidando
complexos temas contemporâneos, adquiriram uma profunda visão
sobre o futuro que nos aguarda, confiantes de que aqueles que
realmente se empenharem no reconhecimento das leis da Criação,
reciprocamente conseguirão reconhecer claramente os caminhos
que lhes são bons, alcançando a paz em seus lares e adquirindo
forças para um alegre atuar.
O Homem Sábio é a
ficção literária de um vigoroso e autêntico mestre educador.
Os ensinamentos por ele indicados são originários do livro Na
Luz da Verdade, A
Mensagem do Graal, escrita por Abdruschin, (Oscar Ernest
Bernhardt), nos anos de 1923 a 1937. Traduzido para várias
línguas a Mensagem não trás uma nova religião ou igreja, mas
oferece, com toda simplicidade, um quadro nítido da atuação
automática da Criação.