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Helena
de Sousa Freitas
Em 5 de
janeiro de 1976, em Lisboa, Portugal, nascia Helena de Sousa Freitas,
"uma mulher feita de várias facetas, uma mulher cheia de
inteligência e de sensibilidade, que viria a ser uma grande
poeta portuguesa..."
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A jovem escritora Helena de Sousa Freitas
é o mais novo ícone da literatura portuguesa.
Licenciada em Comunicação Social, trabalha como
jornalista desde os 20 anos e publica contos e poemas em suplementos
literários de jornais e revistas portugueses desde os 18.
Além dos vários prêmios já
conquistados na área da Poesia, possui vários
poemas, contos e ensaios breves publicados em alguns países
como Portugal, Brasil, Estados Unidos e Reino
Unido, tendo também integrado algumas
coletâneas de poesia portuguesa contemporânea, tais
como 'Poiesis' , '(De)corrente', Águas
Furtadas 2, Net Art Fax Internacional, A Sensualidade da
Língua e duas antologias em CD-ROM, uma no Brasil (2000) e
outra no Reino Unido (2001).
| Como jornalista, tem atuado como redatora em
diversos jornais de Portugal, dentre os quais: Correio de
Setúbal, Jornal da Região de Setúbal,
Sem Mais Jornal, Editoria Multimídia da Agência
LUSA, Revista da Imprensa, Lusaweb (notícias para a
Internet). |
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Ainda na área de
Comunicação Social, Helena Freitas tem
participado, inclusive como Assistente, de Conferências e
Congressos ligados à área e participado de
exposições de fotografia realizadas em
Setúbal.
Como Ambientalista, Helena tem participado de
inúmeras atividades e projetos, Conferências e
Debates em prol da Ecologia e do Meio ambiente, tendo participado da
fundação do Grupo de
Intervenção e
Sensibilização Ambiental (GISA).
Interessada
em temas sociais, participa ativamente debates e conferências
sobre temas como racismo e xenofobia,além de
vários outros.
Helena Freitas no
Brasil
| A escritora Helena de Sousa
Freitas esteve no passado mês de Junho no Brasil, onde
apadrinhou a criação da Academia Camocinense de
Letras (ACL) e foi objeto de várias homenagens, em virtude
dos seus trabalhos na área de poesia e conto. |
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A tomada de posse da Academia - uma das primeiras
no Norte do Ceará - ocorreu com a presença do
presidente, Roberto Pires, e dos padrinhos: o prestigiado poeta local
José Arimatéa Filho e Helena de Sousa Freitas.
"A presença da
vencedora dos Prêmios Literários 25 de Abril e de
dois outros representantes portugueses na
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| fundação
da Academia dá à
instituição um arranque internacional pouco
comum, sendo de destacar a presença da grande escritora
Rachel de Queiroz e do escritor e humorista Chico Anysio como
académicos da ACL", afirmou Roberto Pires na tomada de posse
dos 20 imortais da Academia. |
Durante a sua passagem pelo Brasil, a jornalista,
recebeu a Chave da Cidade de Camocim das mãos do Prefeito
Sérgio Aguiar, sendo ainda homenageada pela Câmara
de Vereadores, pela Secretaria de Desenvolvimento
Sustentável e Turismo, pelo Colégio Estadual
Padre Anchieta e pelo Lions Clube local.
Depois de em Dezembro ter sido agraciada com um
primeiro lugar num concurso de poesia por decisão do juiz
único da competição, Affonso Romano de
Sant'Anna - poeta brasileiro considerado pela crítica o
sucessor de Carlos Drummond de Andrade - Helena Freitas quis agora
conhecer pessoalmente alguns admiradores dos seus textos.
| Visivelmente
satisfeita com o período passado no Nordeste brasileiro, a
autora sublinhou que "a criação de uma Academia
de Letras em Camocim, onde o turismo está a tentar
implantar-se, é importante na medida em que constitui uma
mais valia para a cidade".
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Papo-Cabeça
com Helena Freitas
O
SóCultura.com teve uma conversa um pouco mais aprofundada
com a escritora Helena Freitas.Veja abaixo os melhores momentos da
entrevista .
1.
SóCultura.com : Qual o Papel da religião em sua
vida e sua obra? Você possui alguma crença? Qual a
importância disso na construção de seus
escritos?
Helena: Eu
sou batizada e contraí matrimônio pela Igreja
Católica. Contudo, tenho um espírito aberto na
área e consigo reconhecer que existem problemas nesta
religião, assim como observo os aspectos positivos de outros
credos.
Em Portugal, o catolicismo
não é vivido com a mesma alegria que existe no
Brasil, o que torna a relação das pessoas com a
fé mais 'pesada', mais aliada ao sofrimento, afastando assim
muitos fiéis.
Por outro lado,
conheço e lido com pessoas que são Testemunhas de
Jeová e tenho diversos amigos que professam os
princípios da meditação budista e me
vão ensinando algo sobre as suas crenças.
Como tenho uma fé
muito pessoal - e fundada no dito popular «Ajuda-te e Deus te
ajudará» - só entro em
colisão com outras religiões se notar nelas
sinais de injustiça, incoerência ou
exploração dos seus crentes.
Na
construção dos meus escritos não sinto
uma forte influência religiosa. Contudo, não
excluo essa 'presença' porque alguns leitores me
têm dito que, em especial na poesia, me aproximo (e, por
conseqüência, aproximo os leitores) de Deus.
Se tal é verdade e
produz em quem me lê um efeito positivo, fico feliz, ainda
que escreva assim involuntariamente.
2.
SóCultura: Conte-nos mais sobre o seu trabalho em favor da
natureza.Qual o porquê dessa atividade?Existe alguma
relação com a sua obra?
Helena: A
Natureza apaixonou-me desde cedo. Foi algo de impalpável,
que foi chegando e se instalou na minha vida, nos meus gestos, nos meus
ideais. Talvez a forma como fui educada - com uma grande componente
cívica e ecológica - tenha sido decisiva.
Comecei a participar em
atividades de defesa ambiental com 15 anos e daí
até aos 20 (idade com que ingressei no jornalismo
profissional) fiz um pouco de tudo: limpei florestas e praias, plantei
árvores, construí ninhos artificiais, dei aulas
de educação ambiental, fiz
observação e estudo de aves selvagens,
levantamentos sobre a flora, censos sobre os animais mortos nas
estradas, etc, etc.
Eram tantas as atividades, a
par do ensino que freqüentava, que pouco tempo me restava para
descansar.
Aos 18 anos, em plena
força de tantas 'verdes ações',
comecei a escrever e a publicar em suplementos literários
juvenis em Portugal. Como o que escrevo sempre se intersectou com a
minha vida, as minhas preocupações
ecológicas passaram para a escrita e surgiram poemas como
'Morrem as árvores de pé?'
"Uma
árvore cai!..
... não se (lhe) ouve um som.
Na Natureza a morte é sempre assistida do silêncio.
As outras árvores choram...
e o seu pranto é mais pungente
que a dor do tronco magoado,
a descer lentamente por entre a vegetação,
até esmagar o solo. "
CONTINUAÇÃO
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