Home

    E-Mail

SOCIEDADE

   Artigos  NotíciasQuero um Livro  |  Na Mídia  |  Anuncie  |  Nossa Proposta Fale Conosco

Você está em : Página Inicial > Sociedade

Arte

História da Arte

Música

Cultura

Filosofia

História

Ciência

Economia

Literatura

Sociedade

Espiritualidade

Poesia

Canal Universitário

Administração

Informação

Livros

Sites Culturais

Artigos em Destaque

 

Outros Destaques

Objetos voadores

Lavoura Arcaica
A Antiga Babilônia
Platão
A missão de Jesus

A física moderna

 

Aproveite a nossa parceria com as livrarias Siciliano e Cultura e receba em casa os melhores livros selecionados pela nossa equipe

 

A sua opinião é muito importante para nós. Escreva pra gente! 


           

 

 Sociedade
Estamos Melhorando

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra

Acredite se quiser, mas é o que estão dizendo por aí. Mais crianças nas escolas, mais leitos nos hospitais, aumento de empregos. Tudo melhora. Já os mais pessimistas falam o contrário: aumenta a repetência nas escolas, aumenta a fila de espera nos hospitais, aumenta a inadimplência de cheques de pessoas físicas, o país tem seu o crescimento contido pela limitação das importações para não gerar déficits.

É tudo uma embrulhada, isto é, uma coisa complicada, difícil de ser entendida. O que tem a ver a importação com o crescimento interno?

Acontece que no período de dólar barato as indústrias que produziam para o consumo interno não conseguiram se ajustar, a grande maioria foi fechando as portas,  e a população acostumando-se com produtos importados de preços menores, as delícias do comércio livre sem controles nem barreiras.

O dólar ficou mais caro, mas o mundo começa adentrar numa fase em que vender vai ficando cada vez mais difícil, a competição e a concorrência por mercados aumentam. O Brasil é pobre mas tem uma população que não pensa muito, quer é consumir. A vida é dura, tudo é precário, a válvula de escape da população é consumir, e isso os países que vivem de exportação já perceberam muito bem, fazendo de tudo para conquistar os consumidores brasileiros, cortando custos indiretos, reduzindo juros internos, oferecendo incentivos aos exportadores. Reduzem os salários mas mantêm a produção, o emprego e os lucros.

Preços competitivos, qualidade, financiamento, quem resiste? O negócio é importar. Mas aí a balança comercial fica deficitária, assustando o mercado financeiro que emprestou para o Brasil e espera receber os juros e as amortizações.

Para fechar as contas do ano corrente o Brasil precisa cavar algo em torno de US$27 bilhões. Da balança comercial não dá para esperar contribuição significativa, o que é lamentável. Os países querem vender mas criam enormes dificuldades para comprar o que agrava o desequilíbrio. Assim os países atrasados ficam sem alternativas para a governança, a não ser se desfazer de tudo que dá lucro através das privatizações, cortar o custeio interno e investimentos para a população, e aumentar a dívida.

Assim as coisas vêm se passando desde os anos 80, mas já se torna visível o outro lado da moeda: não há crescimento nos países periféricos, a não ser de populações de baixa renda e quase nenhum preparo. A resultante é o crescimento das favelas que surgem da noite para o dia em torno das principais cidades. Esse crescimento precário e negativo está interferindo na vida afetando saúde, educação e segurança.

Os números da marginalidade e de crimes não param de crescer. O policial passa a ser visto como inimigo, quanto maior for a população que vive na informalidade. Com o crescimento da população excluída e não integrada, a presença do policial passa a ser tida como um tropeço, e não como uma presença bem vinda de segurança e proteção, porque o policial passa a ser visto como o representante das camadas da população que possuem algum patrimônio e da classe rica. Isso poderá se tornar altamente explosivo e corroer de vez a governabilidade enfraquecendo o Estado, pondo em risco a sua continuidade.

O crescimento da miséria e da ignorância embrutece o ser humano fazendo-o violento. Ou por outra forma, um espírito humano embrutecido pelo afastamento das Leis da Criação acaba produzindo um mundo áspero e miserável onde a violência tem um campo fértil para proliferar descontroladamente acelerando a decadência.

Mas tudo isso não é visto nem examinado em razão de que o sistema até agora produziu o que suas elites desejam, ou seja o lucro medido por cifras, mas quando se põe tudo na balança é que se percebe o enorme peso das mazelas produzidas pelo homem, mas mesmo assim, a sua cegueira espiritual não lhe permite vislumbrar a gravidade da situação que poderá tender para uma tumultuada situação de anarquia muito pior do que a atual. A melhora precisa vir, deve vir, urgentemente, mas nada será conseguido enquanto permanecer a ótica unilateral materialista.

 

Ismael Dutra é formado em Administração de Empresas FEA/USP e é colaborador do Jornal DCI-SP

 

_____________________________________________________________________

  Deixe sua opinião 

 

INDIQUE ESTE TEXTO PARA UM AMIGO!

Título do texto                                                                                       

Seu nome:

Seu e-mail:  

Nome do seu amigo:  

E-mail do seu amigo:

 

 

 

 

 

 

 

                              Volta para a primeira página              

PÁGINA ANTERIOR | PÁGINA INICIAL | FALE CONOSCO

Copyright © 2001-2004 by SóCultura.com ® 

Todos os direitos reservados


Título

 aqui
Ut

 


Título aqui
Ut