| Obesidade e sedentarismo aumentam risco de
câncer
O
excesso de peso e a falta de exercício causam
mudanças hormonais e metabólicas que aumentam
consideravelmente o risco de tumores cancerosos, afirmou um estudo do
Instituto Americano de Pesquisa do Câncer (AICR, sigla em
inglês).
A
obesidade aumenta significativamente o risco de cinco tipos
específicos de câncer: mama, cólon,
endométrio (parede interna do útero),
próstata e rim", afirmou o AICR, ao apresentar em entrevista
coletiva um amplo estudo sobre as pesquisas científicas do
câncer.
"Quanto mais entendemos sobre a obesidade mais vemos que o excesso de
peso e a inatividade física, em outras palavras o estilo de
vida moderno dos Estados Unidos, produzem mudanças
favoráveis ao câncer", afirmou George Bray,
especialista em obesidade do Centro Pennington de Pesquisa
Biomédica, na Luisiana.
O presidente do Grupo Internacional de Trabalho sobre Obesidade, Phil
James, afirmou que "no mundo todo há uma terrível
epidemia de obesidade", pela qual culpou "uma dieta dominada pela
indústria dos fast-foods, que está fora de
controle".
De acordo com o AICR, a obesidade aumenta entre 25 e 33 por cento o
risco de câncer e, além disso, "10 por cento (7
por cento entre os homens e 12 por cento entre as mulheres) de todas as
mortes por câncer entre não fumantes nos EUA se
devem ao excesso de peso e à obesidade".
No entanto, os cientistas não entraram em acordo sobre qual
é o mecanismo biológico pelo qual o excesso de
peso, a falta de exercício e a obesidade provocam o
surgimento do câncer, afirmou o Instituto.
O Departamento de Saúde dos EUA afirmou recentemente que 61
por cento da população do país tem
excesso de peso ou sofre de obesidade, condição
que chega a 14 por cento dos adolescentes entre 12 e 19 anos.
No que diz respeito ao câncer de mama, o terceiro mais comum
entre as mulheres nos EUA, o AICR afirmou que a teoria prevalecente
é que "o tecido gorduroso continua produzindo
estrogênio e outros fatores de crescimento que coloca no
fluxo sanguíneo, sem pausas, ainda depois da menopausa".
"O estrogênio estimula a reprodução
mais rápida das células do corpo, o que aumenta o
risco de que se produza câncer", acrescentou.
"A maioria das pessoas olham os 'pneuzinhos' na cintura e nos quadris e
acham que a gordura é uma substância inerte que se
amontoa", disse Bray. "Imaginamos que esses quilos a mais
estão aí, juntando energia, até que os
'queimamos'".
Mas a gordura "é uma substância notavelmente
ativa", que se comporta como as células das
glândulas, produzindo e secretando constantemente uma
variedade de hormônios e outros fatores de crescimento que
vão para o sangue, acrescentou.
Christine Friedernreich, uma epidemióloga da Universidade de
Toronto, disse que o exercício está sendo visto
como um meio primordial para a prevenção do
câncer e aumentando as chances de sobrevivência".
"É óbvio que a atividade física pode
reajustar várias das funções do corpo
da mesma maneira que a obesidade e o excesso de peso as distorcem",
acrescentou.
Friedenreich disse que uma análise da literatura
epidemiológica encontrou um nível
científico convincente de que o exercício
físico reduz substancialmente os riscos de câncer
de cólon e de mama.
Os estudiosos do AICR descreveram a atividade física como a
realização de um exercício moderado
uma vez ao dia, e um exercício pesado uma vez por semana.
Uma em cada quatro
pessoas passa por transtornos mentais, diz OMS
Uma
em cada quatro pessoas precisará, em algum momento da vida,
de tratamento psiquiátrico. Essa taxa é de 48%
nos Estados Unidos e de 20% no Brasil, por exemplo. A estimativa
é da Organização Mundial da
Saúde (OMS), que acredita que os transtornos mentais
serão a maior crise mundial do século XXI.
O
maior problema de doenças como depressão,
ansiedade, esquizofrenia, psicose, etc, é que os governos
não dão a atenção que
deviam, agindo pouco no tratamento e menos ainda na
prevenção. Elas já estão
entre os cinco maiores problemas de saúde pública
do mundo.
O reflexo do "descaso" dos países é o aumento do
número de casos, já que grande parte da
população não tem nem sequer
informações sobre os transtornos da mente e
demoram para buscar tratamento. "Há pouca
consciência política sobre o impacto das
enfermidades mentais na morbidade da população,
no nível de incapacitação e no custo
econômico", diz o professor Jair Mari, da Unifesp.
Quando chega ao hospital, o doente, em geral, não recebe o
tratamento adequado. No Brasil, apenas um em cada 20 casos é
encaminhado a um especialista. Os outros ficam com
clínicos-gerais.
Fonte:
Último Segundo - IG
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